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Novo Rei dos dividendos: Itaú supera Petrobras como maior pagador da B3

Itaú Unibanco lidera pagamento de dividendos na B3 em 2025, superando Petrobras. Veja ranking e o que isso significa para investidores.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa8 min de leitura
Itaú Uniclass

Depois de três anos consecutivos de liderança da Petrobras, o Itaú Unibanco voltou a ocupar o primeiro lugar entre as empresas que mais distribuíram dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) na B3. Em 2025, o banco desembolsou cerca de R$ 48,9 bilhões aos acionistas, superando os aproximadamente R$ 45,4 bilhões pagos pela Petrobras no mesmo período. Os dados fazem parte de um levantamento da consultoria Elos Ayta, que considerou os valores efetivamente pagos aos acionistas ao longo do ano calendário. Ou seja, o ranking analisa o dinheiro que realmente saiu do caixa das companhias, e não apenas os dividendos anunciados ou aprovados em assembleias.

Essa distinção é relevante porque muitas empresas anunciam dividendos em seus balanços trimestrais, mas os pagamentos podem ocorrer meses depois, impactando o período em que o valor aparece no ranking.

O retorno do Itaú ao topo reforça a consistência do setor bancário brasileiro na geração de lucros e na remuneração de investidores, especialmente em um cenário de juros ainda elevados no país.

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O que são dividendos e juros sobre capital próprio

Dividendos e JCP são duas formas pelas quais as empresas remuneram seus acionistas.

Dividendos

Os dividendos representam a distribuição direta de parte do lucro líquido da empresa aos investidores. De acordo com a legislação brasileira e com as regras da B3, as companhias abertas precisam distribuir um percentual mínimo do lucro, chamado de dividendo obrigatório, definido no estatuto social.

Na prática, muitas empresas pagam mais do que esse mínimo, especialmente quando apresentam forte geração de caixa.

Juros sobre capital próprio (JCP)

O JCP é outra forma de remuneração aos acionistas muito utilizada no Brasil. Diferentemente dos dividendos, o valor pago como JCP pode ser deduzido do lucro tributável da empresa, reduzindo o imposto pago pela companhia.

Para o investidor, o JCP sofre retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte, enquanto os dividendos são isentos de imposto para pessoas físicas.

Essa combinação faz com que muitas empresas utilizem os dois mecanismos para distribuir lucros.

Itaú Unibanco lidera pagamentos em 2025

O levantamento da consultoria Elos Ayta indica que o Itaú Unibanco assumiu novamente a liderança entre os maiores pagadores de dividendos e JCP da bolsa brasileira.

O banco distribuiu cerca de R$ 48,9 bilhões em 2025, resultado impulsionado por fatores como:

• forte rentabilidade do setor bancário
• crescimento do crédito no país
• controle da inadimplência
• expansão de serviços financeiros digitais

Os grandes bancos brasileiros historicamente apresentam alta geração de caixa e uma política consistente de distribuição de lucros, o que explica a presença recorrente do Itaú no topo do ranking.

Petrobras perde liderança após três anos no topo

Entre 2022 e 2024, a Petrobras dominou com ampla vantagem a lista das empresas que mais distribuíram dividendos na B3.

Esse período foi marcado por um ciclo extremamente favorável para o setor de petróleo, com preços elevados da commodity no mercado internacional e forte geração de caixa da companhia.

O auge ocorreu em 2022, quando a estatal pagou R$ 194,6 bilhões em dividendos e JCP, um valor histórico para o mercado de capitais brasileiro.

Nos anos seguintes, os pagamentos continuaram elevados:

2023: R$ 98,2 bilhões
2024: R$ 100,7 bilhões

Mesmo assim, em 2025 o volume pago ficou abaixo do desembolso do Itaú Unibanco, fazendo a empresa perder a liderança do ranking anual.

Ranking das maiores distribuições de dividendos da B3 em 2025

Embora algumas companhias ainda estejam divulgando resultados consolidados, o levantamento preliminar aponta os principais pagadores de dividendos do mercado brasileiro.

O ranking pode sofrer pequenas alterações conforme novas demonstrações financeiras forem publicadas.

Entre os fatores que influenciam essa lista estão:

• lucros registrados no exercício
• política de dividendos das empresas
• ciclos econômicos de cada setor
• preços internacionais de commodities

Empresas de setores como bancos, petróleo, mineração e bebidas costumam aparecer com frequência entre os maiores distribuidores de dividendos.

Vale lidera quando o horizonte de análise é maior

Quando se amplia o período de análise para os últimos 16 anos, entre 2010 e 2025, outra empresa ganha destaque: a Vale.

A mineradora foi a companhia que mais vezes liderou o ranking anual de dividendos da B3, aparecendo no topo em cinco ocasiões.

Esses períodos coincidem com ciclos positivos do mercado de commodities, principalmente do minério de ferro.

Ciclo de mineração 2011 a 2013

A Vale liderou a distribuição de dividendos em:

2011
2012
2013

Na época, o setor de mineração vivia um momento de forte demanda global por matérias-primas, impulsionado principalmente pelo crescimento econômico da China.

Superciclo do minério 2020 e 2021

A mineradora voltou a liderar nos anos:

2020
2021

Nesse período, o preço do minério de ferro atingiu níveis historicamente elevados, ampliando significativamente a geração de caixa da companhia.

Ambev também dominou ranking por três anos

Outra empresa que marcou presença entre os maiores pagadores de dividendos foi a Ambev.

A companhia liderou o ranking por três anos consecutivos:

2014
2015
2016

Esse desempenho reflete características tradicionais da empresa:

• alta geração de caixa
• baixo nível de endividamento
• política consistente de distribuição de lucros

Empresas com essas características tendem a ser preferidas por investidores que buscam renda passiva com dividendos.

Histórico de liderança em dividendos na B3

Considerando os últimos 16 anos, o ranking de empresas que mais lideraram a distribuição anual de dividendos fica assim:

Vale: 5 anos
Itaú Unibanco: 4 anos
Petrobras: 4 anos
Ambev: 3 anos

Esse histórico mostra como diferentes setores assumem protagonismo ao longo do tempo, dependendo das condições econômicas e dos ciclos de mercado.

Enquanto empresas de commodities lideram em períodos de preços elevados de matérias-primas, bancos costumam se destacar pela consistência de lucros.

O que explica a força dos bancos no pagamento de dividendos

O setor bancário brasileiro possui características que favorecem a distribuição recorrente de dividendos.

Entre os principais fatores estão:

Alta rentabilidade

Os grandes bancos brasileiros apresentam retorno sobre patrimônio (ROE) historicamente elevado, muitas vezes acima de 20%.

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Além do crédito, os bancos lucram com:

• tarifas e serviços
• seguros
• gestão de investimentos
• cartões e meios de pagamento

Forte regulação

O sistema financeiro brasileiro é altamente regulado por instituições como o Banco Central, o que contribui para estabilidade e previsibilidade de resultados.

Dividendos ganham espaço entre investidores brasileiros

Nos últimos anos, a estratégia de investimento focada em dividendos tem se tornado cada vez mais popular entre investidores brasileiros.

Entre os motivos estão:

• busca por renda passiva
• volatilidade do mercado
• juros historicamente elevados no Brasil
• maior acesso a investimentos pela internet

Além disso, plataformas digitais e corretoras ampliaram o acesso à bolsa para milhões de brasileiros.

Dados da própria B3 mostram que o número de investidores pessoa física cresceu significativamente desde 2020.

Como investidores analisam empresas pagadoras de dividendos

Investidores que buscam renda com dividendos costumam observar alguns indicadores importantes antes de investir em uma empresa.

Dividend yield

O dividend yield mede o retorno em dividendos em relação ao preço da ação.

Por exemplo:
Se uma ação paga R$ 5 em dividendos por ano e custa R$ 100, o dividend yield é de 5%.

Payout

O payout indica qual percentual do lucro a empresa distribui aos acionistas.

Empresas muito agressivas na distribuição podem comprometer investimentos futuros, enquanto payout moderado tende a indicar sustentabilidade.

Geração de caixa

A capacidade de gerar caixa é fundamental para garantir dividendos consistentes ao longo dos anos.

Perspectivas para dividendos na B3

Especialistas apontam que a liderança no ranking de dividendos pode continuar alternando entre diferentes setores da economia.

Entre os fatores que devem influenciar os próximos anos estão:

• preços internacionais de commodities
• taxa Selic e cenário macroeconômico
• crescimento do crédito no Brasil
• políticas de investimento das empresas

Setores como bancos, energia, mineração e petróleo devem continuar entre os principais distribuidores de dividendos da bolsa brasileira.

Conclusão

O retorno do Itaú Unibanco ao topo do ranking de dividendos da B3 marca uma mudança importante após três anos de domínio da Petrobras. O banco distribuiu cerca de R$ 48,9 bilhões em 2025, superando os R$ 45,4 bilhões pagos pela estatal do petróleo.

Apesar dessa mudança no curto prazo, o histórico mostra que a liderança na distribuição de dividendos varia conforme os ciclos econômicos e o desempenho de setores específicos.

No longo prazo, empresas como Vale, Itaú, Petrobras e Ambev seguem entre as maiores pagadoras de dividendos do mercado brasileiro, consolidando sua relevância para investidores que buscam renda passiva e retorno consistente.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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