De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), divulgada pelo g1, a realização de uma festa junina em 2023 está 11,41% mais cara quando comparada com 2022.
Com base nos dados do levantamento, efetuados durante três anos, ao considerar 27 itens que são geralmente comercializados, apenas dois tiveram o valor reduzido em 2023. Ademais, para se ter ideia, a inflação média ficou acima da taxa inflacionária geral durante o mesmo período.
Segundo Matheus Peçanha, economista e pesquisador da FGV, ao g1, são três fatores principais que influenciaram o encarecimento nos preços dos alimentos de festa junina. Por exemplo, com a elevação dos valores dos insumos, os produtores realizam o repasse imediatamente ao consumidor.
Itens de festa junina mais caros
Agora, veja o aumento nos preços dos itens de festa junina em relação a 2022. A pesquisa aponta a variação entre os produtos no período analisado.
- Fubá de milho: +42%;
- Milho de pipoca: +34%;
- Leite condensado: +28%;
- Farinha de trigo: +17%;
- Leite: +13%;
- Doces e chocolates: +12%;
- Refrigerantes e água: +12%;
- Amendoim: +8%.
Dentre os alimentos considerados para o levantamento, apenas o açúcar refinado e a batata-inglesa apresentaram redução nos preços.
Motivos por trás da alta nas festas juninas
Por fim, conforme aponta o especialista Peçanha, os três principais motivos para o encarecimento são os impactos da guerra na Ucrânia sobre o valor de itens como o milho, a assimetria nos ajustes dos preços e a baixa produção de ovos e leite.
Assim, de acordo com ele, quando os custos sobem, os produtores e comerciantes repassam o aumento aos consumidores de forma instantânea. No entanto, isso não acontece quando as despesas produtivas são reduzidas. Nesses casos, há uma demora para que o cidadão sinta a diminuição nos preços.
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