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Itens de festa junina estão mais caros neste ano; confira

Pesquisa da FGV aponta para aumento da inflação nos itens de festa junina na comparação anual. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Festas juninas

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), divulgada pelo g1, a realização de uma festa junina em 2023 está 11,41% mais cara quando comparada com 2022.

Com base nos dados do levantamento, efetuados durante três anos, ao considerar 27 itens que são geralmente comercializados, apenas dois tiveram o valor reduzido em 2023. Ademais, para se ter ideia, a inflação média ficou acima da taxa inflacionária geral durante o mesmo período. 

Segundo Matheus Peçanha, economista e pesquisador da FGV, ao g1, são três fatores principais que influenciaram o encarecimento nos preços dos alimentos de festa junina. Por exemplo, com a elevação dos valores dos insumos, os produtores realizam o repasse imediatamente ao consumidor.

Itens de festa junina mais caros 

Agora, veja o aumento nos preços dos itens de festa junina em relação a 2022. A pesquisa aponta a variação entre os produtos no período analisado.

  • Fubá de milho: +42%;
  • Milho de pipoca: +34%;
  • Leite condensado: +28%;
  • Farinha de trigo: +17%;
  • Leite: +13%;
  • Doces e chocolates: +12%;
  • Refrigerantes e água: +12%;
  • Amendoim: +8%. 

Dentre os alimentos considerados para o levantamento, apenas o açúcar refinado e a batata-inglesa apresentaram redução nos preços.

Motivos por trás da alta nas festas juninas

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Por fim, conforme aponta o especialista Peçanha, os três principais motivos para o encarecimento são os impactos da guerra na Ucrânia sobre o valor de itens como o milho, a assimetria nos ajustes dos preços e a baixa produção de ovos e leite. 

Assim, de acordo com ele, quando os custos sobem, os produtores e comerciantes repassam o aumento aos consumidores de forma instantânea. No entanto, isso não acontece quando as despesas produtivas são reduzidas. Nesses casos, há uma demora para que o cidadão sinta a diminuição nos preços.

Imagem: Lais Monteiro / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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