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Jejum intermitente realmente funciona? Entenda os riscos antes de fazer

O jejum intermitente é uma das dietas mais populares atualmente. Veja como ele funciona, os métodos, riscos e as contraindicações.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Jejum intermitente realmente funciona? Entenda os riscos antes de fazer

O jejum intermitente tem atraído adeptos em todo o mundo, incluindo celebridades e atletas, por prometer uma série de benefícios que vão além da perda de peso. Defendido como um método eficaz para queima de gordura, estudos apontam que essa prática pode resultar em uma redução de peso de 5% a 8% em até 24 semanas.

Além disso, há indicações de que o jejum intermitente contribua para a melhoria de marcadores de saúde, como níveis de colesterol e pressão arterial. Mas será que essa abordagem é realmente eficaz e segura para todos?

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Como funciona o jejum intermitente

jejum intermitente
Imagem: Freepik

O jejum intermitente não é uma dieta no sentido tradicional, mas sim um padrão alimentar que alterna períodos de jejum com períodos de alimentação. Existem três métodos mais comuns:

Alimentação com restrição de tempo

Nesta modalidade, o praticante escolhe um período específico do dia para consumir todas as suas refeições, ficando em jejum nas demais horas. Um exemplo popular é o ciclo 16:8, onde se jejuam 16 horas, e as refeições são consumidas em uma janela de 8 horas.

Jejum em dias alternados

Neste método, a pessoa alterna dias de alimentação normal com dias em que o consumo calórico é drasticamente reduzido, para cerca de 25% das necessidades diárias. Isso significa que em dias de jejum, as calorias ingeridas são limitadas, enquanto nos dias sem jejum não há restrição.

Jejum de dia inteiro

Popularmente conhecido como método 5:2, essa abordagem consiste em dois dias de restrição calórica extrema por semana (400-500 calorias diárias) e cinco dias sem restrição alimentar. Essa opção é preferida por quem busca um plano flexível e menos frequente.

Comparação entre jejum intermitente e restrição calórica contínua

Uma pesquisa publicada na JAMA Internal Medicine em 2017 comparou o jejum intermitente com uma dieta convencional de restrição calórica em 100 pessoas obesas durante um ano.

Ao final do estudo, os resultados mostraram que ambos os métodos apresentaram níveis de perda de peso semelhantes, e não houve diferenças expressivas em outros fatores, como glicemia, pressão arterial e frequência cardíaca. Para a pesquisadora McKale Montgomery, a perda de peso no jejum intermitente ocorre pela redução na ingestão calórica total e não por um “efeito metabólico mágico”.

Riscos do jejum intermitente

Apesar dos potenciais benefícios, o jejum intermitente apresenta riscos que precisam ser considerados. Alguns dos principais incluem:

Compulsão alimentar

O jejum prolongado pode levar a uma alimentação excessiva durante os períodos de liberação, o que pode gerar uma relação pouco saudável com a comida, prejudicando o objetivo de perda de peso e podendo levar a episódios de compulsão alimentar.

Problemas metabólicos

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Para pessoas que precisam de alimentação regular devido a condições de saúde, como o diabetes, o jejum pode agravar sintomas e desestabilizar os níveis de glicose, aumentando o risco de complicações.

Desnutrição

A redução das refeições pode causar uma queda no consumo de nutrientes essenciais, como vitaminas e minerais, especialmente se a dieta não for planejada adequadamente.

Quem deve evitar o jejum intermitente?

Prato de comida com arroz, batata frita, salada, farofa e carne vermelha
Imagem: rocharibeiro / Shutterstock.com

Embora o jejum intermitente ofereça benefícios para alguns, ele não é recomendado para todas as pessoas. Entre as principais contraindicações estão:

  • Diabetes e transtornos alimentares: Pessoas com diabetes e aqueles que enfrentam transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, podem sofrer efeitos adversos ao realizar períodos de jejum.
  • Gestantes e lactantes: Mulheres grávidas e lactantes necessitam de uma ingestão calórica regular para o desenvolvimento saudável do bebê e para a produção de leite.
  • Adolescentes: Durante o crescimento, o organismo exige uma nutrição contínua, sendo o jejum um potencial obstáculo para o desenvolvimento adequado.
  • Medicamentos que requerem alimentação: Algumas medicações necessitam de uma ingestão alimentar regular para garantir a absorção correta e minimizar os efeitos colaterais.

A opinião dos especialistas

O nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, destaca que o jejum intermitente não é uma solução milagrosa para o emagrecimento. Ele enfatiza que a melhor dieta é aquela que a pessoa consegue manter a longo prazo e que se adapta ao estilo de vida individual. Segundo ele, qualquer plano alimentar bem-sucedido exige adesão contínua, o que torna o aspecto pessoal essencial na escolha da melhor abordagem dietética.

Imagem: jcomp/Freepik

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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