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Jovens podem chegar à velhice sem renda nem patrimônio, alertam especialistas

Especialistas alertam que geração atual de jovens enfrenta risco de envelhecer sem renda ou bens devido a salários baixos e imediatismo financeiro.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
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A atual geração de jovens enfrenta um cenário preocupante: especialistas alertam que muitos podem chegar à terceira idade sem renda suficiente ou bens acumulados. Entre os fatores apontados estão o imediatismo da geração e a insegurança sobre o futuro das aposentadorias no Brasil.

Segundo Paulo Tafner, diretor-presidente do Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), integrantes da segunda metade das gerações Y (nascidos entre 1990 e 1996) e Z (1997 a 2010) podem não superar o bem-estar social e renda alcançados pelos pais.

“O jovem não vê a sociedade investindo nele e pensa: ‘Estou sozinho, tenho de aproveitar o presente’”, afirma Tafner, destacando o risco de se tornar um idoso sem renda e sem patrimônio.

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Salários baixos e informalidade: barreiras para a poupança

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Imagem: wayhomestudio/ Freepik

Levantamento do FGV Ibre revela que trabalhadores de 18 a 29 anos recebem, em média, 30% menos que a média nacional. Além disso, as 20 ocupações mais concentradas nessa faixa etária apresentam informalidade de 44,6% e rendimento médio de R$ 1.815.

“O prêmio para quem tem escolaridade, no Brasil, está muito abaixo do que costumava ser antigamente”, ressalta Tafner, mostrando que a baixa remuneração dificulta a criação de reservas financeiras.

O imediatismo financeiro como vilão da juventude

Cecília Perini, líder e sócia da XP no Espírito Santo, destaca que o imediatismo é um dos maiores obstáculos para o planejamento financeiro da geração atual.

“Ter constância permite a formação gradual de um suporte financeiro, mas essa geração não pensa nisso”, explica.

Elias Gomes, mentor de carreiras e consultor de desenvolvimento humano, acrescenta que fatores como a incerteza da Previdência, a informalidade e a falta de educação financeira nas escolas reforçam o comportamento de curto prazo dos jovens.

“Muitos jovens simplesmente não são ensinados a poupar e investir no futuro, focando apenas em necessidades e desejos momentâneos”, observa Gomes.

Gabriel Meira, assessor de investimentos do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef) Academy, alerta que mesmo aqueles que herdarem bens dos pais podem não saber acumulá-los, evidenciando um desinteresse na construção de riqueza.

“Parte dessa geração vai depender do INSS, o que será problemático considerando o risco de colapso da Previdência Social”, completa.

Jovens em busca de soluções financeiras

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Imagem: Canva

Pós-pandemia e dificuldades para poupar

O comunicólogo André Lourenti Magalhães, de 29 anos, relata dificuldades para guardar dinheiro desde 2023, mas ressalta esforços para organizar suas finanças. Durante a pandemia, ele conseguia manter uma reserva financeira mais facilmente, devido à redução de gastos presenciais.

“Planejo me organizar e não descarto uma previdência privada, pois não vejo o INSS suficiente na minha velhice”, afirma André.

Desconfiança no INSS

O advogado Adriano Murad, de 24 anos, opta por não contribuir ao INSS, considerando o sistema previdenciário insustentável a longo prazo.

“Prefiro investir em patrimônio próprio e ativos que gerem renda passiva, garantindo autonomia financeira no futuro”, explica.

Pausa temporária na contribuição

O estudante Yves Cabral, de 22 anos, deixou de contribuir para o INSS ao pausar seu emprego para se dedicar à graduação em Filosofia na Ufes. Sua renda atual vem apenas de bolsa de estudos.

“Após me formar, planejo voltar a contribuir para garantir meu futuro, mas durante a faculdade não consegui conciliar o trabalho com pesquisa”, comenta Yves.

Raio X da geração imediatista

Foco no presente e falta de preparação

Pesquisa do SPC Brasil e da CNDL indica que 38,7% dos jovens entre 18 e 30 anos não se preparam para aposentadoria, número que aumenta para 48,2% entre mulheres e 43,6% nas classes C, D e E.

“Ter constância permite a formação gradual de suporte, essencial para a aposentadoria. O planejamento financeiro a longo prazo ajuda a evitar endividamento e promove estabilidade econômica pessoal”, afirma Cecília Perini.

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Baixos salários e dificuldade de poupar

A renda média de R$ 1.815 e a informalidade de quase 45% nas ocupações mais jovens dificultam a reserva financeira. Muitos simplesmente não conseguem destinar valores ao futuro.

Déficit e incerteza da Previdência Social

Especialistas alertam que a Previdência pode se tornar inviável em cinco anos sem reformas estruturais. Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União, afirma que a receita futura pode não ser suficiente para pagar os aposentados.

O aumento da informalidade e a perda da lógica de emprego fixo com carteira assinada agravam o cenário. Estudo do Banco Mundial projeta que, sem mudanças, a idade mínima para aposentadoria pode chegar a 78 anos até 2060.

Caminhos para reverter o quadro

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Imagem: Freepik

Educação financeira

Investir em educação financeira desde cedo pode ajudar jovens a planejar melhor o futuro, ensinando poupança, investimentos e controle de gastos.

Previdência privada

Diante da instabilidade do INSS, a previdência privada surge como alternativa, permitindo acumular patrimônio de forma planejada e segura.

Planejamento e constância

Formar hábitos financeiros consistentes, mesmo com baixa renda, possibilita acumulação gradual de bens e segurança na terceira idade.

Considerações finais

A geração atual enfrenta desafios inéditos para garantir renda e patrimônio na terceira idade. Entre baixos salários, informalidade e imediatismo, muitos jovens podem depender apenas do INSS, um sistema em risco.

Educação financeira, planejamento e alternativas de previdência privada são ferramentas essenciais para reverter esse cenário. A consciência sobre o futuro e a disciplina financeira são decisivas para transformar o presente em um caminho seguro para a velhice.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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