A juíza da Vara Criminal e da Infância de Unaí (MG), Ludmila Lins Grilo, teve um pedido de afastamento cautelar determinado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ontem (14).
Juíza mineira que criticou o STF é afastada por conceder benefício a si mesma; entenda o caso
A juíza da cidade de Unaí (MG) também responderá um processo por ataques contra o STF. Entenda o caso e veja o que pode acontecer com ela!
Segundo o órgão, o motivo foi o descumprimento de suas funções e a permanente ausência de modo presencial, uma vez que ela concedeu a si mesma o direito de trabalho remoto. Para o ministro Luis Felipe Salomão, que conduziu a decisão do afastamento da juíza:
“as irregularidades são inúmeras. Mas um fato une todas: a reclamada não cumpre seus deveres básicos, deixando de comparecer ao fórum, mesmo sem autorização para realizar teletrabalho, negligenciando a gestão do cartório e deixando de fiscalizar os atos de seus subordinados”.
Ludmila fez críticas contra o STF durante a pandemia
A polêmica envolvendo a juíza mineira teve seu auge durante a pandemia, quando Ludmila publicou, em suas redes sociais, formas de desrespeitar as medidas sanitárias do uso de máscaras em locais fechados.
Em 2020, ela também atacou o Supremo Tribunal Federal por meio do Twitter, onde incentivou aglomerações e chegou a afirmar que os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, são “perseguidores-gerais da República”.
As contas de Ludmila foram suspensas a pedido de Moraes e, desde setembro do ano passado, o CNJ analisa a conduta ética da juíza.
CNJ declarou negligência da juíza com suas atividades profissionais
No conteúdo que justifica o afastamento de Ludmila, Salomão frisou que “ao invés de priorizar a execução desses deveres de gestão, a magistrada participa de inúmeras atividades na internet, em entrevistas, livros e cursos pertencentes à empresa da qual é sócia”.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A juíza realizou sua própria defesa na sessão e afirmou que a ausência constante no fórum é devido às ameaças que tem recebido, e que tratar do funcionamento de sua unidade judiciária era mera burocracia.
Ludmila agora vai responder um processo onde as principais irregularidades são os 1.291 processos paralisados em sua comarca, com alguns correndo o risco de prescrição, além de sua ausência física no fórum.
Imagem: Reprodução | Twitter
