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Juros abusivos do cartão de crédito podem acabar em breve

Você já pagou um alto valor na sua fatura somente em juros do cartão de crédito? Em breve, este cenário pode acabar. Entenda!

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
endividamento das famílias cartão de crédito

Os juros abusivos do cartão de crédito sempre foram uma preocupação para a maioria da população. Com taxas altíssimas, parcelar a fatura do cartão pode ser o início de uma ‘bola de neve’ de endividamento. No entanto, em breve esse cenário pode mudar — favorecendo o consumidor.

A solução pode vir de uma proposta do deputado Lindbergh Farias (PT), que prevê um projeto de lei contra os juros abusivos que afetam o consumidor diariamente através do cartão de crédito, por exemplo. Segundo o parlamentar, a proposta é que haja um ‘teto’ para os juros cobrados de pessoas físicas e de MEIs.

Como funcionará o projeto?

Com um teto em relação aos gastos de cartão de crédito, os juros cobrados seriam de, no máximo, 8% ao mês. Embora o valor ainda seja alto, é um limite considerável considerando os juros praticados atualmente, que podem chegar a 15% ao mês, conforme as normas impostas pelo Banco Central (BC) às instituições bancárias. 

Através das redes sociais, o parlamentar defendeu a motivação para criar o projeto, explicando que atualmente os juros cobrados são mais do que abusivos, considerando-os um “assalto”.

Baixar juros do cartão é “essencial”

O deputado ainda defendeu que no atual cenário econômico, com a Selic em 13,75%, a alta inflação e a discussão monetária, discutir a política adotada pelos cartões de crédito se torna importante, principalmente porque um dos motivos que leva ao endividamento da família é o uso do cartão de crédito.

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O parlamentar ainda defendeu que diversas famílias estão endividadas não por comprar itens supérfluos, mas sim por comprar comida para as pessoas, se endividando em um cenário em que diversos cidadãos estão sem emprego.

Lindbergh Farias ainda destaca que em outros países, este já é um assunto debatido pelas autoridades monetárias, destacando que não é aceitável que os cartões de crédito continuem a cobrar a taxa que quiserem sem que haja um tipo de regulamentação.

Imagem: Dilok Klaisataporn/shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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