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Juros do cheque especial têm alta e chega a mais de 130%

Levantamento do BC aponta o impacto que os juros do cheque especial tem causado na vida dos brasileiros. Saiba mais!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Imagem de uma pessoa realizando cálculos. Sob os documentos, um acessório com formato do símbolo de porcentagem

O Banco Central do Brasil (BC) publicou na última terça-feira, 30 de maio de 2023, um balanço sobre os juros bancários praticados no país em abril. Entre os destaques, está o aumento nos juros do cheque especial no período.

Assim, segundo o BC, esse indicador financeiro alcançou a marca de 134% ao ano no último mês de abril. Simultaneamente, o documento apontou um avanço dos juros rotativos do cartão de crédito.

Ademais aos juros do cheque especial, também vale ressaltar a alta nas taxas bancárias relacionadas a operações que envolvem pessoas físicas. Conforme o Banco Central, esse indicador está em seu maior montante desde 2017.

Juros sobre cheque especial

Dessa forma, os juros sobre cheque especial passaram de 130,1% ao ano, em março, para 134% ao ano, em abril, configurando o valor mais alto desde fevereiro de 2023, quando esteve em 134,7%.

Ou seja, a tendência é que esse crescimento nos juros sobre cheque especial tenha impacto na vida de pessoas que recorreram a tal tipo de produto de crédito. Além disso, a taxa de juros rotativos do cartão de crédito avançou para 447,5% em abril passado, o que representa o seu maior número em seis anos.

Taxas bancárias sobre pessoa física

Ainda que o indicadores de crédito de curto prazo tenham ganhado destaque, a métrica relacionada a operações com pessoa física passou de 44,5% para 45,1%. Esse cenário impactou na inadimplência das seguintes formas:

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  • Média bancária de inadimplência registrou o aumento de 3,3% para 3,4% em abril;
  • Indicador de operações com pessoas físicas subiu de 4,0% para 4,2% no período;
  • Inadimplência entre empresas avançou de 2,1% para 2,3%.

Por fim, o cenário de alta nos juros do cheque especial e nas operações para pessoa física também tiveram reflexo no endividamento brasileiro. Não à toa, essa métrica indicou que 48,5% da população brasileira está com dívidas.

Imagem: Andrey_Popov / shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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