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Justiça autoriza apreensão de e-mails de chefes da Americanas

A Justiça autorizou a busca e apreensão de e-mails de empresários e líderes da Americanas dos últimos dez anos. Confira!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Imagem de uma pessoa utilizando um celular com a tela da lojas Americanas, com computador ao fundo.

Na última quinta-feira (26), a Justiça de São Paulo autorizou a busca e apreensão de e-mails de empresários e líderes dos conselhos de administração e auditoria da Americanas dos últimos dez anos. Dessa forma, a medida, que foi assinada pela juíza Andréa Galhardo Palma, atende a um pedido feito pelo Bradesco, credor da companhia. De modo que a varejista deve R$ 4,7 bilhões para o banco.

“Tem sido veiculado diariamente nos meios de comunicação as suspeitas de contundente fraude financeira, a atingir uma cadeia volumosa de fornecedores, bancos e acionistas minoritários”, escreveu a juíza. Assim, também foi determinada a apreensão dos e-mails de funcionários que atuam na área de finanças e contabilidade. 

Destruição de material

“Diante da magnitude do fato e potencial responsabilização individual dos agentes envolvidos nas fraudes suspeitas, é razoável supor que provas relevantes e necessárias para verificar a ocorrência de fatos ilícitos correm risco de perecimento”, completou. 

Além disso, a juíza destacou que, mesmo que a empresa já tenha criado uma comissão para investigar a área, a apreensão é necessária para que não haja uma eventual destruição de material.

Dessa forma, foi determinado que a Enerst & Young irá ser responsável pela investigação de provas periciais. Ademais, a advogada Patrícia Punder deverá efetuar a perícia investigativa.

O que diz a Americanas

À vista disso, ao ser procurada pelo Portal iG, a Americanas informou que irá aguardar ser comunicada “formalmente” da decisão desta quinta para tomar as devidas providências.

Centrais sindicais na Justiça

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Na última quarta-feira (25), centrais sindicais acionaram a Justiça para que os bens dos três bilionários, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, que estão por trás da Americanas, fossem bloqueados. Com o intuito de assegurar o pagamento das dívidas com processos trabalhistas.

No entanto, no último domingo (20), os três acionistas afirmaram que desconheciam a situação financeira da Americanas.

“Portanto, assim como todos os demais acionistas, credores, clientes e empregados da companhia, acreditávamos firmemente que tudo estava absolutamente correto.”

Imagem: Thiago bacelar / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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