A fintech Juvo, especializada em crédito pessoal com garantia de celular, anunciou a captação de R$ 205 milhões para ampliar sua operação no Brasil.
Juvo garante R$ 205 milhões e leva empréstimo com celular para milhões de brasileiros!
Juvo capta R$ 205 milhões em equity e FIDC e fortalece oferta de crédito pessoal com garantia de celular para milhões de brasileiros.
Com um modelo inovador focado em inclusão financeira, a empresa vem se consolidando como uma alternativa para milhões de brasileiros das classes C e D, historicamente excluídos do crédito tradicional.
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Nova rodada de captação acelera expansão da fintech

FIDC lidera captação com participação de grandes gestoras
A maior parte do montante captado, R$ 140 milhões, veio da terceira série de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), estruturado para financiar as operações de crédito da fintech.
Participaram da nova rodada nomes de peso do mercado financeiro, como Itaú Asset Management, Augme Capital, EQI Asset e a japonesa Credit Saison.
A gestão do fundo é da SRM, que também atuou como coordenadora líder e distribuidora. Já a administração do FIDC ficou por conta da QI Tech, referência em infraestrutura para operações financeiras.
Equity reforça estrutura da empresa
Além dos recursos via FIDC, a Juvo levantou outros R$ 65 milhões em equity — investimento direto em troca de participação societária. O aporte fortalece a estrutura de capital da empresa e sinaliza a confiança de investidores no modelo de negócio da fintech.
Com essa nova rodada, a Juvo acumula cerca de R$ 750 milhões em investimentos desde sua chegada ao Brasil, somando equity e captações por meio de fundos estruturados.
Um modelo de crédito baseado na inclusão
Garantia de celular: inovação com impacto social
O diferencial da Juvo está no uso do celular como garantia de crédito. A fintech oferece empréstimos de até R$ 4.500 para pessoas que, em grande parte, não têm acesso a linhas de crédito convencionais.
O smartphone funciona como um bem empenhado no contrato, permitindo reduzir o risco da operação e, consequentemente, as taxas de juros.
Esse modelo tem sido especialmente eficaz para atender a população das classes C e D — que representa cerca de 70% da base de clientes da Juvo.
Inteligência artificial no centro da análise de crédito
Outra inovação da fintech é o uso intensivo de inteligência artificial para construção de score de crédito alternativo.
Como grande parte do público-alvo da empresa não possui histórico bancário ou cadastro positivo, a Juvo analisa dados de uso do celular, comportamento de consumo e outros fatores para avaliar a capacidade de pagamento.
“Nosso objetivo é criar oportunidades reais para milhões de brasileiros que foram deixados de fora do sistema financeiro tradicional”, disse Steve Polsky, fundador e CEO da Juvo, em comunicado à imprensa.
Histórico de crescimento sólido
De recarga de celular a crédito estruturado
Fundada em 2014 por Steve Polsky, a Juvo iniciou suas operações oferecendo microcrédito para recarga de celular pré-pago em parceria com operadoras de telefonia. No Brasil, a empresa desembarcou em 2018 com essa mesma proposta.
Foi somente em 2022 que a fintech passou a operar o modelo atual de empréstimo com garantia de celular, expandindo drasticamente sua atuação. Desde então, já emprestou mais de R$ 1,6 bilhão a mais de 20 milhões de brasileiros.
Evolução do FIDC acompanha maturidade do negócio
A terceira série do FIDC marca um novo estágio de maturidade para a operação da Juvo. Em 2023, o fundo levantou R$ 40 milhões. Em 2024, o valor subiu para R$ 100 milhões. Agora, em 2025, chega a R$ 140 milhões — um sinal de confiança crescente por parte dos investidores institucionais.
Mercado de crédito com garantia: tendência em alta
Garantias alternativas ganham espaço
O modelo de crédito com garantia de celular se insere em uma tendência maior no setor financeiro: o uso de garantias não tradicionais para facilitar o acesso ao crédito. Nos últimos anos, o mercado assistiu à proliferação de soluções como empréstimo com garantia de automóvel, imóvel e até FGTS.
Essas modalidades são vistas como alternativas mais seguras para o credor e mais acessíveis para o tomador, que consegue obter taxas mais baixas e maior prazo para pagamento.
Inclusão financeira como estratégia
Com mais de 70 milhões de brasileiros fora do sistema bancário formal, segundo dados do Banco Central, há um espaço significativo para fintechs como a Juvo crescerem.
O foco em inclusão financeira não é apenas um diferencial competitivo, mas uma estratégia de longo prazo para ampliar a base de clientes e fidelizar usuários.
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Desafios e perspectivas
Regulação e risco de crédito
Apesar do crescimento acelerado, o setor ainda enfrenta desafios, principalmente em relação à regulação e à inadimplência. Modelos de crédito alternativo precisam de métricas sólidas para avaliação de risco e monitoramento constante das operações.
A utilização de inteligência artificial ajuda a mitigar parte desses riscos, mas a volatilidade econômica e o perfil mais sensível do público atendido exigem uma gestão de risco robusta.
Expansão nacional e novas parcerias
Com os novos recursos em caixa, a Juvo deve acelerar sua expansão nacional. A expectativa é ampliar a oferta para mais regiões do país, especialmente no interior e em áreas periféricas dos grandes centros urbanos.
Também estão previstas novas parcerias com operadoras de telefonia, instituições financeiras e empresas de tecnologia, visando ampliar a base de usuários e diversificar os canais de captação de clientes.
O que esperar da Juvo nos próximos anos

Sustentação do crescimento com capital institucional
A participação de gestoras renomadas no FIDC da Juvo sinaliza que a empresa está cada vez mais integrada ao ecossistema financeiro institucional. Isso traz maior credibilidade e abre portas para novas rodadas de captação, tanto no Brasil quanto no exterior.
Ampliação da oferta de produtos financeiros
Além do crédito com garantia de celular, a Juvo estuda oferecer outros produtos financeiros para seu público, como seguros, contas digitais e até investimentos acessíveis. A ideia é se tornar uma plataforma completa de serviços financeiros para a base da pirâmide.
Aposta no impacto social
Por fim, o impacto social continuará sendo um pilar central na estratégia da fintech. Ao oferecer crédito de forma responsável e acessível, a Juvo não apenas gera receita, mas contribui ativamente para a inclusão financeira de milhões de brasileiros.
Conclusão
A nova captação de R$ 205 milhões marca um momento decisivo na trajetória da Juvo no Brasil. Com um modelo inovador, tecnologia de ponta e foco no impacto social, a fintech se posiciona como uma das principais apostas do mercado financeiro para promover a inclusão e democratização do crédito no país.
Enquanto avança em sua missão de empoderar financeiramente os brasileiros, a Juvo prova que é possível aliar rentabilidade com transformação social — e isso, no atual cenário econômico, é mais do que necessário: é urgente.
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