A LATAM Airlines anunciou oficialmente a adoção de um recurso que promete transformar a experiência dos passageiros na busca por bagagens extraviadas: o compartilhamento da localização de AirTags com a companhia aérea. A funcionalidade, lançada pela Apple no iOS 18.2 por meio do app Buscar, agora pode ser utilizada pelos clientes da LATAM no Brasil e em outros países da América do Sul.
LATAM facilita rastreamento de bagagem perdida com AirTag e links
LATAM permite compartilhar a localização da bagagem com AirTag, facilitando a recuperação rápida e segura de malas perdidas no Brasil.
A novidade faz parte de uma parceria com a SITA, empresa especializada em soluções tecnológicas para o setor de transporte aéreo, que inclui gerenciamento e rastreamento de bagagens.
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Como funciona o compartilhamento de AirTag

O AirTag é um pequeno rastreador da Apple que utiliza a rede Buscar para informar sua localização, permitindo que o usuário acompanhe em tempo real onde está determinado objeto — neste caso, a bagagem despachada.
Com o recurso Compartilhar Localização de Item (Share Item Location), passageiros podem enviar um link para a LATAM com a localização exata do AirTag. Isso permite que a equipe da companhia agilize a recuperação de malas extraviadas.
Passo a passo para usar o recurso com a LATAM
De acordo com as instruções publicadas no site da empresa, o procedimento para compartilhar a localização é simples:
- Abrir um relatório de bagagem — O passageiro precisa primeiro registrar formalmente o atraso ou extravio da mala junto à LATAM e obter o número do caso.
- Acessar o app Buscar — No iPhone, iPad ou Mac vinculado ao AirTag, o usuário deve localizar o rastreador no aplicativo.
- Gerar o link de compartilhamento — Nas configurações do AirTag, basta selecionar a opção para compartilhar localização, copiando o link gerado.
- Enviar o link à LATAM — O cliente deve acessar a página de Autosserviço da companhia, selecionar a opção “Gerir um relatório existente” e colar o link no campo indicado.
O compartilhamento expira automaticamente após sete dias, mas o passageiro pode interromper o acesso a qualquer momento ou encerrá-lo quando a bagagem for recuperada.
Primeira no Brasil a adotar o sistema
A LATAM é pioneira no Brasil ao integrar oficialmente o recurso, colocando o país no mesmo patamar de outras grandes companhias internacionais que já oferecem essa possibilidade aos clientes.
Segundo especialistas do setor, a medida reduz o tempo de localização e devolução das malas, aumenta a transparência do processo e melhora a confiança do passageiro na companhia.
Outras companhias que já utilizam o recurso
A funcionalidade está sendo gradualmente incorporada por empresas aéreas de todo o mundo. Atualmente, 30 companhias em 18 países já suportam oficialmente o compartilhamento de localização de AirTags, entre elas:
- Alemanha: Lufthansa, Eurowings
- Austrália: Qantas
- EUA: American Airlines, Delta, JetBlue, United
- Canadá: Air Canada
- Reino Unido: British Airways, Virgin Atlantic
- Singapura: Singapore Airlines
- Turquia: Turkish Airlines
- Brasil: LATAM Airlines Brasil
A lista tende a crescer nos próximos meses, já que o uso de rastreadores pessoais em viagens se tornou cada vez mais comum, principalmente após o aumento no número de casos de bagagens extraviadas no cenário pós-pandemia.
Impacto para o passageiro

O uso do AirTag no transporte aéreo não é exatamente novo, mas a possibilidade de compartilhar oficialmente essa informação com a companhia aérea representa um avanço significativo. Antes, o rastreamento era restrito ao próprio viajante, que precisava repassar manualmente as coordenadas ou imagens de localização para a equipe de atendimento.
Mais segurança e rapidez na devolução
Com o compartilhamento, a LATAM pode acionar equipes de forma mais assertiva, enviando funcionários diretamente ao local onde a mala foi detectada. Isso reduz o risco de a bagagem continuar circulando por diferentes aeroportos ou ficar retida em depósitos sem identificação.
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Para muitos passageiros, especialmente aqueles que realizam voos internacionais ou viagens longas com conexões, saber que a companhia acompanha a localização da mala em tempo real é um fator decisivo para reduzir a ansiedade.
Desafios e limitações
Apesar da praticidade, o uso do recurso ainda depende de alguns fatores técnicos e logísticos. É necessário que o AirTag esteja dentro da rede Buscar da Apple, o que exige proximidade de dispositivos compatíveis para atualizar sua posição.
Além disso, o compartilhamento só funciona para passageiros que utilizam dispositivos Apple, limitando o acesso a quem possui iPhone, iPad ou Mac. Usuários de outros sistemas operacionais ainda não têm recurso equivalente com integração oficial às companhias.
Tendência global no setor aéreo
O rastreamento de bagagens é um dos pontos mais sensíveis da experiência do passageiro. Estudos indicam que incidentes com malas extraviadas podem comprometer a fidelidade do cliente e gerar prejuízos à imagem da companhia.
Nos últimos anos, a adoção de tecnologias como RFID (identificação por radiofrequência), QR codes e rastreadores pessoais cresceu de forma acelerada. Com o avanço de recursos como o Compartilhar Localização de Item, as companhias passam a contar com mais ferramentas para garantir entregas rápidas e seguras.
Futuro do rastreamento de bagagens
Especialistas acreditam que, no futuro próximo, as companhias aéreas poderão integrar dados de rastreadores pessoais diretamente aos seus sistemas internos, sem necessidade de envio manual de links. Isso permitiria atualizações automáticas e alertas para passageiros e equipes de solo, agilizando ainda mais a recuperação.
Enquanto isso, a iniciativa da LATAM é vista como um passo importante para aproximar a tecnologia disponível ao consumidor das operações internas das empresas.
Imagem: linerpics / Shutterstock

