Uma nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça e amplia um direito importante para trabalhadores brasileiros com carteira assinada. A norma garante até três dias de afastamento por ano, sem desconto no salário, para a realização de exames preventivos de câncer.
Nova regra prevê três dias de folga para exames de saúde
Nova lei amplia direito a folga para exames preventivos de câncer e HPV sem desconto salarial. Veja como funciona na prática.
Embora esse direito já estivesse previsto na Consolidação das Leis do Trabalho desde 2018, a nova legislação traz avanços relevantes, como a ampliação do tipo de exames permitidos e a obrigação das empresas de informar seus funcionários.
A medida foi oficializada por meio da Lei 15.377, publicada no Diário Oficial da União.
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O que muda com a nova lei
A atualização da legislação não cria um direito do zero, mas fortalece e amplia regras já existentes.
Principais mudanças
- Inclusão de exames preventivos de HPV
- Obrigação das empresas de divulgar o direito
- Reforço ao acesso a diagnósticos de câncer
Na prática, o objetivo é incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce, reduzindo riscos e aumentando as chances de tratamento eficaz.
Quantos dias de folga o trabalhador tem direito
A lei garante:
- Até 3 dias por ano de afastamento
- Sem desconto no salário
- Sem prejuízo de outros direitos trabalhistas
Esses dias podem ser utilizados para:
- Consultas médicas
- Exames preventivos
- Procedimentos de rastreamento
Quais exames estão incluídos
A legislação amplia o escopo dos exames cobertos.
Exames já previstos
- Câncer de mama
- Câncer de próstata
- Câncer do colo do útero
Novidade da nova lei
- Exames preventivos relacionados ao HPV (Papilomavírus Humano)
Essa inclusão é relevante, pois o HPV está diretamente ligado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente o de colo do útero.
Obrigação das empresas: o que muda na prática
Um dos pontos mais importantes da nova lei é a responsabilização das empresas.
O que as empresas devem fazer
- Informar os trabalhadores sobre o direito à folga
- Divulgar campanhas de vacinação contra HPV
- Orientar sobre acesso a exames preventivos
Essa medida busca combater a desinformação, já que muitos trabalhadores desconheciam o direito mesmo após sua criação em 2018.
Por que a lei é importante para a saúde pública
O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes no combate ao câncer.
Impacto direto
- Aumenta as chances de cura
- Reduz custos com tratamentos complexos
- Diminui a mortalidade
Segundo práticas consolidadas do setor de saúde, exames preventivos regulares são fundamentais para detectar doenças ainda em estágio inicial.
Como o trabalhador pode usar esse direito
Apesar de garantido por lei, é importante seguir alguns cuidados para evitar problemas com a empresa.
Passo a passo prático
- Agende o exame com antecedência
- Informe a empresa sobre a ausência
- Apresente comprovante de comparecimento
Importante
- O direito não exige autorização da empresa
- Mas a comunicação prévia é recomendada
Diferença entre falta justificada e esse tipo de afastamento
Nem toda ausência ao trabalho funciona da mesma forma.
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Falta comum
- Pode gerar desconto salarial
- Depende de justificativa
Folga para exames (nova lei)
- Não pode ser descontada
- É um direito garantido
- Não prejudica férias ou benefícios
Exemplo real no dia a dia
Imagine uma trabalhadora que precisa realizar:
- Mamografia
- Exame preventivo ginecológico
Com a nova lei, ela pode:
- Utilizar até 3 dias no ano
- Realizar os exames com tranquilidade
- Não sofrer desconto no salário
Esse tipo de garantia reduz a tendência de adiar exames por medo de prejuízo financeiro.
Relação com campanhas de saúde
A nova lei também reforça a integração com políticas públicas.
Campanhas incentivadas
- Vacinação contra HPV
- Prevenção ao câncer de mama (Outubro Rosa)
- Prevenção ao câncer de próstata (Novembro Azul)
Ao obrigar a divulgação, a lei aproxima o ambiente de trabalho das estratégias de saúde pública.
O que acontece se a empresa não cumprir
Caso o direito seja negado, o trabalhador pode:
- Procurar o RH da empresa
- Registrar reclamação no sindicato
- Acionar a Justiça do Trabalho
O descumprimento da legislação pode gerar penalidades para a empresa.
Imagem: Canva
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