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Lei que permite licença menstrual é aprovada: veja todos os detalhes!

Uma nova lei aprovada na Espanha permite que mulheres saiam de licença menstrual e, também, garantiu outros direitos. Saiba mais aqui.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Licença menstrual

Nesta quinta-feira (16), o Parlamento espanhol aprovou uma lei que concede às mulheres licença menstrual sem desconto de pagamento. Ou seja, mulheres que sofrem com cólicas graves têm direito a se afastar do trabalho, sem prejuízos ao seu salário. Ainda, o governo se responsabiliza pelo pagamento desses dias de afastamento, uma vez que caracterizou a condição como “incapacidade temporária”.

A Espanha foi o primeiro país a conceder esse direito às suas cidadãs. Entretanto, esse já é um direito garantido de mulheres que residem no Japão, Indonésia e na Zâmbia. Para Irene Monteiro, Ministra da Igualdade do governo do país da península Ibérica, “hoje é um dia histórico de progresso nos direitos feministas”, conforme postou no Twitter.

Licença menstrual é direito das mulheres

O texto da lei justifica tratar-se “de dar uma regulamentação adequada a esta situação patológica, de forma a eliminar qualquer tipo de preconceito negativo no local de trabalho.”. Isto é, para evitar que existam conflitos por falta de conhecimento ou excesso de julgamento em ambiente de trabalho, a lei passa a garantir esse direito às mulheres.

Essa licença despertou diversas reações nos núcleos políticos da Espanha. O conservador Partido Popular (PP) do país chama atenção para a possibilidade de “consequências negativas no mercado de trabalho” para as cidadãs espanholas. Fato é que a legislação do país agora protege as mulheres em condições de sofrimento durante o período menstrual.

Outras leis aprovadas pelo Parlamento

A mesma lei aprovada ainda abrange outras frentes, como a expansão da legalidade do aborto a mais duas faixas etárias, 16 e 17 anos. Além disso, também facilita a distribuição de contraceptivos, cria uma licença pré-parto e enrijece as diversas formas de violência reprodutiva.

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Ademais, ainda na quinta-feira, o mesmo Parlamento aprovou uma lei que amplia os direitos das pessoas trans. Ou seja, qualquer cidadão espanhol, que tenha 16 anos ou mais, poderá alterar legalmente o seu gênero em documentos oficiais sem haver necessidade de passar por procedimentos médicos ou hormonais.

Imagem: Dragana Gordic / Shutterstock

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

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