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Levantamento aponta que Brasil tem 32 milhões de crianças e adolescentes na pobreza

Dados são resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura
INSS SP

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o Brasil tem cerca de 32 milhões de crianças e adolescentes na pobreza. Os números foram divulgados na última terça-feira (14), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, o Unicef.

Com as informações é realizada a pesquisa que avalia ‘As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil’. O estudo leva em consideração pontos como: renda, educação, alimentação, moradia, água, saneamento, trabalho infantil e informação. 

Número de crianças e adolescentes na pobreza representa 63% do país

Os dados revelados pelo Unicef levam em consideração diferentes graus de vulnerabilidade socioeconômica, indo da pobreza à extrema pobreza. No total, cerca de 63% das crianças e adolescentes do país se encontram entre essas situações. 

A divulgação das informações feita pelo Unicef chegou acompanhada de apelo. O órgão destacou o caráter de urgência da situação e solicitou que o novo governo priorize a questão da pobreza entre crianças e adolescentes brasileiros. Segundo o Unicef:

“Neste momento em que presidente, vice-presidente, ministros, governadores, senadores e deputados iniciam novos mandatos, o Unicef alerta para a urgência de priorizar políticas públicas com recursos suficientes voltadas a crianças e adolescentes no país”.

As diversas faces da pobreza

A pesquisa vai mais a fundo para entender como se dá a pobreza entre esse público. O cenário apresentado mostra dados preocupantes sobre o início da vida de 63% das novas gerações de brasileiros.

Os indicadores são de privação da infância, inserindo as crianças e adolescentes no conceito de pobreza multidimensional, ou seja, quando não se tem estrutura de moradia segura, água, saneamento ou mesmo alimentação adequada.

Em muitos dos casos, esses cidadãos não estão sendo alfabetizados e se encontram fora da escola. Por vezes, a situação se dá em decorrência do trabalho infantil, devido à luta pela sobrevivência.

Cabe destacar que a pesquisa considera, entre os 32 milhões de crianças e adolescentes na pobreza, os brasileiros de até 17 anos de idade.

O levantamento ressalta, ainda, que os grupos mais impactados e vulneráveis são negros e indígenas, assim como moradores do Norte e Nordeste do Brasil. 

Imagem: Marcello Casal/ Agência Brasil 

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