O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adotou uma abordagem inovadora em suas operações e está mudando a forma como lida com os pedidos de aposentadorias, pensões e auxílios. Agora, um robô é responsável por aceitar ao não as solicitações de benefícios da autarquia.
Atualmente, 40% dos pedidos passam pelo sistema automático do Instituto. O objetivo, com a mudança, é trazer mais agilidade para o processo de aprovação que, tradicionalmente, demora meses. Entretanto, muitos segurados reclamam de negações automáticas por parte dessa nova ferramenta.
Assim, o debate sobre os possíveis benefícios da automação das análise pelo INSS ganha mais uma camada. Será que a inteligência artificial consegue ser justa na hora de avaliar a documentação das pessoas?
Por que o robô nega benefícios do INSS?
Os robôs, que aprovam os benefícios do INSS, possuem algumas limitações técnicas. A principal delas é a recusa automática de solicitações por falta de documentos. Além disso, a discrepância entre informações também é um motivo de negativas.
Outro ponto é que o robô não consegue entender quando uma pessoa não consegue lidar com a tecnologia. Portanto, não faz o pedido da forma correta.
Apesar disso, o INSS garante que a média de aprovação se manteve em 50% com a introdução da inteligência artificial. Em todo o caso, a novidade chega como uma forma de desafogar os funcionários da autarquia, que passam a analisar apenas as situações de revisão ou as mais complexos.
Falta de funcionários
Nos últimos anos, esse órgão do governo viu o seu quadro de funcionários cair pela metade, não possuindo, portanto, servidores suficientes para atender toda a população que entra com solicitação de benefício do INSS.
Dessa forma, da mesma maneira que os robôs negam pedidos imediatamente, eles também fazem aprovações em tempo recorde. Recentemente, o sistema aprovou o pagamento de uma pensão por morte em menos de 12 horas.
O ponto é se os servidores atuais conseguem ajudar todas as pessoas que não conseguem passar pela inteligência artificial.
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