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FGC entra em ação: saiba como resgatar seu dinheiro no Pleno, Master e Letsbank

O Banco Central do Brasil decretou, na quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., instituição ligada ao conglomerado Master. A medida também atinge a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que passa a operar sob regime especial. Com a decisão, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) terá de reembolsar cerca de […]

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 4 min de leitura
Banco Pleno

O Banco Central do Brasil decretou, na quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., instituição ligada ao conglomerado Master. A medida também atinge a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que passa a operar sob regime especial.

Com a decisão, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) terá de reembolsar cerca de 160 mil credores, com custo estimado em R$ 4,9 bilhões. Somadas às liquidações anteriores envolvendo Banco Master, Will Bank e LetsBank, o impacto total pode ultrapassar R$ 51 bilhões.

O caso já é considerado o maior conjunto de ressarcimentos da história do Fundo.

Leia mais:

Banco Central determina liquidação do Banco Pleno

O que significa a liquidação extrajudicial

A liquidação extrajudicial é um regime especial decretado pelo Banco Central quando identifica irregularidades graves ou inviabilidade financeira da instituição. Nesse modelo:

  • A instituição deixa de operar normalmente
  • Um liquidante é nomeado pelo BC
  • É feita a consolidação da lista de credores e valores
  • O FGC inicia o processo de reembolso

A medida não depende de decisão judicial prévia e tem como objetivo proteger o sistema financeiro e os depositantes.

Quanto o FGC terá que pagar

Segundo estimativas divulgadas até o momento:

  • Banco Master + LetsBank: 800 mil clientes / R$ 40 bilhões
  • Will Bank: 6 milhões de clientes / R$ 6,3 bilhões (estimado)
  • Banco Pleno: 160 mil clientes / R$ 4,9 bilhões (estimado)

Os números finais ainda dependem da consolidação oficial da base de clientes pelo administrador nomeado pelo Banco Central.

Quanto o FGC paga por CPF ou CNPJ

O FGC funciona como um “seguro” para investidores e correntistas. O limite de cobertura é de:

R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.

Valores acima desse teto entram na massa falida e dependem de processo judicial, que pode levar anos.

O Fundo informa possuir aproximadamente R$ 125 bilhões em patrimônio para cobrir eventos desse tipo.

Quais investimentos são garantidos

São cobertos pelo FGC:

  • Conta corrente
  • Poupança
  • CDB e RDB
  • LCI e LCA
  • Letras de câmbio e hipotecárias
  • Letras de crédito do desenvolvimento (LCD)
  • Contas salário
  • Operações compromissadas com títulos emitidos após março de 2012

Importante: ações, fundos de investimento e debêntures não são cobertos.

Como pedir o reembolso ao FGC

Para pessoa física

O pedido deve ser feito exclusivamente pelo aplicativo oficial do FGC (iOS e Android).

Passo a passo:

Etapa 1 – Baixar o aplicativo e realizar cadastro
Etapa 2 – Solicitar o pagamento da garantia

Após o FGC receber a base de dados da instituição liquidada, o credor recebe notificação no app para seguir com a solicitação.

Depois da assinatura digital do termo, o valor é depositado em conta de mesma titularidade em até dois dias úteis.

O prazo médio para início dos pagamentos costuma variar entre 30 e 60 dias após o fechamento da lista de credores.

Exemplo recente: no caso do Banco Master, cuja liquidação foi decretada em 18 de novembro de 2025, os pagamentos começaram em 19 de janeiro.

Para pessoa jurídica

Empresas devem solicitar a garantia exclusivamente pelo Portal do Investidor no site do FGC.

O representante legal faz o pedido, recebe orientações por e-mail e o valor é transferido para conta bancária de mesmo CNPJ.

O prazo para solicitar o reembolso é de até cinco anos a partir da decretação da liquidação ou intervenção.

Como é calculado o valor a receber

O valor reembolsado corresponde a:

Saldo total investido + rendimentos contabilizados até a data da liquidação.

O cálculo considera o valor registrado na contabilidade da instituição, respeitando a taxa contratada do ativo.

Impostos e taxas devidos são descontados antes do pagamento. O imposto retido é recolhido à Receita Federal do Brasil, e o investidor recebe posteriormente o informe de rendimentos para declaração do Imposto de Renda.

Maior reembolso da história

O pagamento envolvendo o conglomerado Master já supera qualquer evento anterior.

Até então, o maior caso havia sido o do Banco Bamerindus, que gerou R$ 3,7 bilhões em reembolsos em 1997 — cerca de R$ 19,6 bilhões em valores corrigidos pelo IPCA.

Agora, apenas no caso Master, o FGC desembolsa aproximadamente R$ 40 bilhões a 1,6 milhão de clientes, consolidando o maior ressarcimento já registrado.

O que o cliente deve fazer agora

Se você tinha recursos aplicados em uma das instituições afetadas:

  1. Acompanhe comunicados oficiais do Banco Central e do FGC
  2. Baixe o aplicativo do FGC e ative notificações
  3. Verifique se seus investimentos estão dentro do limite de cobertura
  4. Aguarde a liberação oficial para solicitação

Evite intermediários ou promessas de “agilização”. O processo é gratuito e feito exclusivamente pelos canais oficiais.

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

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