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Bitcoin acima de US$ 118 mil dispara recordes de liquidações e aumenta riscos no mercado de derivativos

Com o Bitcoin ultrapassando US$ 118 mil, o mercado de derivativos bate recordes e liquidações somam US$ 1,25 bilhão em 24h. Entenda os riscos da alta.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
Bitcoin

O mercado de criptomoedas vive mais um capítulo de extrema volatilidade com o Bitcoin (BTC) atingindo novas máximas históricas, ultrapassando a marca de US$ 118.000.

No centro dessa movimentação está o mercado de derivativos, que registrou liquidações superiores a US$ 1,25 bilhão nas últimas 24 horas, além de um novo recorde no indicador de Open Interest (OI).

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BTC lidera liquidações e mercado atinge pico de sensibilidade

Segundo dados da CoinGlass, as liquidações somaram US$ 1,25 bilhão em um único dia, com 265.106 traders afetados. Desses, US$ 1,12 bilhão vieram de posições vendidas, refletindo a surpresa do mercado com o ímpeto altista do Bitcoin.

Bitcoin sozinho responde por mais da metade das liquidações

  • US$ 656 milhões em liquidações foram relacionadas exclusivamente ao BTC.
  • Traders alavancados foram os mais atingidos, como no caso de James Wynn, figura conhecida da plataforma Hyperliquid, que perdeu US$ 27.921,63 em uma única operação liquidada em 12 horas.

Open Interest atinge nível recorde no mercado cripto

Outro dado que acende o sinal de alerta é o crescimento do Open Interest, que representa o total de contratos futuros em aberto. O OI total do mercado ultrapassou os US$ 177 bilhões, enquanto o OI do Bitcoin sozinho chegou a US$ 78,6 bilhões, ambos recordes históricos.

Alerta para nova onda de liquidações

Com o aumento da alavancagem no mercado, mesmo variações modestas no preço do BTC podem desencadear liquidações em larga escala. O cenário atual reflete:

  • Participação crescente de investidores institucionais e individuais;
  • Uso excessivo de alavancagem para buscar lucros rápidos;
  • Sensibilidade extrema do mercado a eventos macroeconômicos e notícias pontuais.

Análise técnica aponta para short squeeze histórico

Bitcoin
Imagem: svetlichniy_igor / Shutterstock.com

Consultores avaliam evento como um dos maiores desde 2021

O analista Byzantine General, consultor da Velo, classificou o movimento atual como o maior short squeeze em anos. A força do rali do BTC eliminou defesas estratégicas, especialmente nas faixas entre US$ 112 mil e US$ 116 mil.

“Este é o maior evento de liquidação de posições vendidas em BTC dos últimos anos”, afirmou o especialista.

Short squeeze e sentimento do mercado

O fenômeno de liquidação forçada de posições vendidas ocorre quando o preço do ativo sobe inesperadamente, forçando vendedores a recomprar BTC a preços mais altos, acelerando ainda mais a alta. Esse efeito impulsiona o volume e aumenta o risco de instabilidade no curto prazo.

Posição dos traders se inverte: de short para long

A dinâmica do mercado mudou drasticamente nas últimas 72 horas. Dados da CoinGlass revelam que, com o rompimento de resistências técnicas e o crescimento das liquidações vendidas, muitos traders migraram para posições compradas.

Mapa de calor indica dominância de posições longas

A proporção entre posições compradas e vendidas agora é de 10:1, conforme alertou o analista Joe Consorti:

“A alavancagem em posições longas agora supera as posições curtas em uma proporção de 10 para 1. Cautela é essencial.”

Essa inversão traz novos riscos:

  • Com muitos traders apostando na continuidade da alta, qualquer retração abrupta pode desencadear liquidações de longs;
  • A formação de um topo local pode surpreender os otimistas e causar perdas expressivas.

Impactos institucionais e macroeconômicos

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Liquidez global influencia o comportamento do BTC

Além dos fatores técnicos, o mercado também observa atentamente os próximos dados macroeconômicos dos EUA, especialmente os dados de inflação, que serão divulgados em 15 de julho.

  • A inflação subjacente está em 2,8% ao ano;
  • Uma queda nos indicadores pode renovar o otimismo quanto a cortes de juros pelo Federal Reserve.

Esses dados são cruciais para o comportamento dos investidores institucionais, que vêm aumentando sua exposição ao Bitcoin por meio de ETFs spot, como os gerenciados por BlackRock e Fidelity.

Consequências para altcoins e efeito dominó

A volatilidade observada no BTC já está afetando outras áreas do mercado cripto:

  • Ethereum (ETH) subiu para quase US$ 3.000, acompanhando o rali do BTC;
  • Memecoins e altcoins de IA também apresentam ganhos expressivos, como PEPE, PENGU, e BONK.

Com a dominância do BTC recuando abaixo de 65%, o capital começa a fluir para tokens menores, potencializando os riscos de bolhas especulativas.

Conclusão: mercado em euforia, mas vulnerável

Bitcoin
Imagem: Ginger_Cat / shutterstock.com

O novo patamar do Bitcoin, ao superar os US$ 118 mil, representa uma virada histórica. No entanto, a euforia dos traders, a alta alavancagem e os recordes nos derivativos mostram que o mercado está operando no limite.

Recomendações para investidores:

  • Evitar posições excessivamente alavancadas;
  • Observar os dados macroeconômicos dos EUA e o comportamento das instituições;
  • Utilizar ferramentas de stop loss e gestão de risco;
  • Manter foco no longo prazo e não se deixar levar por momentos de alta extrema.

Com um mercado cada vez mais sensível, a linha entre lucro e prejuízo pode ser ultrapassada em segundos. O Bitcoin pode continuar subindo, mas a cautela nunca foi tão necessária.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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