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Lira amplia faixa de redução de IR para até R$ 7.350 mensais

Lira amplia faixa de redução do IR para até R$ 7.350 mensais e mantém alíquota máxima de 10% para renda acima de R$ 1,2 milhão.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, durante reunião com parlamentares

O relator do projeto de reforma do Imposto de Renda (IR), deputado Arthur Lira (PP-AL), apresentou na última quinta-feira (10) o parecer que amplia a faixa de redução do imposto para contribuintes que ganham até R$ 7.350 mensais. O texto será votado em comissão especial na próxima semana e tem previsão de votação no plenário da Câmara em agosto.

Reforma do IR

Presidente da Câmara, deputado Arthur Lira
Imagem: Joédson Alves / Agência Brasil

A proposta tem como objetivo reformular a cobrança do Imposto de Renda, com foco em aliviar a carga tributária sobre a classe média, sem deixar de lado medidas que buscam tornar o sistema mais justo. A seguir, estão os principais destaques do parecer apresentado pelo deputado Arthur Lira.

Leia mais: Receita Federal revela que SAFs pagam impostos sobre prêmios recebidos no exterior

Faixa de isenção ampliada e redução gradual

A proposta concede isenção completa do Imposto de Renda para pessoas que recebem até cinco mil reais por mês e amplia a redução gradual para aqueles com rendimentos mensais de até sete mil trezentos e cinquenta reais. Dessa forma, um número maior de contribuintes será beneficiado com a diminuição da carga tributária.

Alíquota

Apesar das expectativas em reduzir a alíquota máxima para oito por cento, Lira decidiu manter a taxa de dez por cento para quem tem renda anual acima de um milhão e duzentos mil reais.

Tributação de dividendos

O parecer prevê a aplicação de dez por cento de imposto sobre dividendos pagos a pessoas físicas que recebam mais de R$ 50 mil por empresa, encerrando uma isenção mantida há décadas. Também continua válida a cobrança sobre envios de dividendos para o exterior, exceto em casos específicos, como fundos soberanos, regimes previdenciários internacionais e governos que ofereçam tratamento equivalente ao Brasil.

  • Remessas a governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade.
  • Fundos soberanos.
  • Entidades no exterior que administram benefícios previdenciários.

O relator propôs retirar da base do imposto mínimo os rendimentos obtidos com investimentos incentivados, como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, FIIs e Fiagros. A medida favorece determinados setores econômicos e representa uma perda de arrecadação para o governo, indo na direção oposta da recente medida provisória que havia revogado a isenção desses ativos.

Impactos esperados da reforma do IR

Impostos
Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A reforma do Imposto de Renda busca conciliar justiça tributária com alívio fiscal para a classe média, sem comprometer a arrecadação federal. Ao ampliar a isenção e reduzir a carga, a proposta promete beneficiar grande parte da população.

FAQ

A proposta altera o valor do imposto para empresas?

Não diretamente. O foco principal do projeto está na tributação da renda de pessoas físicas. No entanto, há impactos indiretos com a possibilidade de uso da arrecadação extra na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que afeta empresas.

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A reforma já está valendo?

Ainda não. O projeto ainda precisa ser votado e passar pelo plenário da Câmara e, depois, pelo Senado.

Como fica a tributação para quem recebe dividendos inferiores a R$ 50 mil?

A isenção para dividendos recebidos abaixo desse limite será mantida, beneficiando pequenos acionistas e investidores.

Quais os próximos passos para que a reforma entre em vigor?

Após a votação na comissão especial, o projeto precisa ser aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, seguir para análise no Senado e, finalmente, ser sancionado pelo presidente da República.

Considerações finais

Ainda em discussão no Congresso, o projeto carrega potencial para mudar de forma significativa a forma como o Brasil arrecada e distribui seus recursos. O sucesso da proposta dependerá não apenas de sua aprovação, mas também da implementação eficaz e do acompanhamento de seus impactos práticos nos próximos anos.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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