O Sindicato dos Bancários promoveu uma ação contra o banco Itaú que pode beneficiar muitos funcionários. A ação alega que os funcionários da instituição que trabalharam no prédio da ITM entre os anos de 2010 até 2017 deveriam receber um adicional de periculosidade.
O banco armazenava combustível no prédio para utilizar seus geradores movidos a óleo diesel. Assim, poderia ocasionar uma explosão colocando em risco a vida dos funcionários presentes.
Dessa forma, por conta da magnitude do Banco Itaú e pelas condições de trabalho inseguras num setor tipicamente considerado seguro, o caso está sendo bem estudado pela justiça.
Como está o processo contra o Itaú?
A ação do Sindicato contra o banco Itaú corre na justiça desde 2015. O banco, que ainda tem recursos pendentes a julgamento, demonstrou interesse em fazer uma acordo com o sindicato em 2019. Contudo, a instituição continuou a mover os recursos possíveis.
Neste ano, as negociações começaram a se tornar mais claras. Isso porque, o Sindicato solicitou a lista de empregados do banco que poderão receber o adicional e as negociações já começaram a tratar de valores.
Quem tem direito a receber o pagamento de periculosidade
Todos os funcionários do Itaú, sejam eles ex-funcionários ou ativos e até mesmo já aposentados, que trabalharam no prédio da ITM durante o período proposto pelo sindicato, têm direito a receber o adicional.
Entretanto, eles devem ter uma frequência de, em média, três dias por semana de trabalho no prédio. Dessa forma, o adicional abrange a maioria dos funcionários.
A ação contra o Banco Itaú promovida pelo Sindicato dos Bancários deverá servir de precedente para futuras situações similares. Assim, protegendo trabalhadores que possam estar expostos a perigos não convencionais em seus locais de trabalho.
Isso também promove uma ênfase na necessidade de maior transparência por parte das empresas. Além disso, a ação mostra a importância do papel dos sindicatos na proteção dos direitos dos trabalhadores. Reforçando assim, o valor do bem-estar dos trabalhadores e o papel das instituições na manutenção de ambientes de trabalho seguros e protegidos.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com
