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Livraria Cultura tem falência decretada novamente

Com uma dívida de mais de R$ 1,6 milhão, a Livraria Cultura teve a falência decretada novamente pela Justiça de São Paulo. Confira!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
imagem da loja sede da Livraria Cultura, em São Paulo

Embora tenha conseguido uma liminar para suspender o processo, nesta quarta-feira (17) a Livraria Cultura teve a falência decretada novamente pela Justiça de São Paulo, que negou o pedido da companhia de manter a recuperação judicial.

No dia 9 de fevereiro, a livraria teve sua falência decretada após ter descumprido o plano de recuperação judicial, segundo a Justiça. No entanto, a 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu ao pedido da empresa, para que seu recurso fosse analisado.

Falência da Livraria Cultura

Contudo, o mesmo juiz que havia suspendido a falência em fevereiro, para uma análise mais aprofundada do pedido de recuperação judicial da empresa, afirmou que não há dúvida da inviabilidade econômica na manutenção da Livraria Cultura. 

Na decisão, o magistrado cita as diversas dívidas da empresa, além da falta de registros do processo de recuperação. O juiz destacou ainda que a falência da Livraria Cultura visa proteger o mercado e a sociedade, assim como impulsionar o empreendedorismo.

Como a Livraria Cultura chegou à falência?

Desde meados de 2015, a Livraria Cultura — uma das mais tradicionais livrarias do país — enfrenta uma forte crise devido à diminuição do mercado editorial.

Diante disso, atualmente, a empresa conta apenas com duas lojas físicas, sendo uma em São Paulo (SP) e outra em Porto Alegre (RS), além de manter as operações em canais digitais.

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Quando deu entrada no pedido de recuperação judicial em outubro de 2018, a livraria tinha dívidas no valor de R$ 285,4 milhões, sendo a maior parte com bancos e fornecedores.

No entanto, a empresa foi acusada pela Justiça de não ter cumprido o plano de recuperação e que a inadimplência da companhia ultrapassava R$ 1,6 milhão, logo não havia perspectivas do débito ser pago.

Imagem: Reprodução/Twitter

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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