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Logo após se tornar ministra, Tebet afirma que tem divergências com o PT

Ao tomar posse como ministra do Planejamento nesta quinta-feira (5), Tebet disse ter divergências com o partido do presidente. Entenda

Hannah AragãoPor Hannah Aragão2 min de leitura
Simone tebet em discurso de apoio ao presidente Lula

Simone Tebet (MDB) assumiu oficialmente, nesta quinta-feira (5), o Ministério do Planejamento. A ministra aproveitou a situação para destacar suas divergências com o PT, o partido do presidente Lula. 

Parte do time econômico do novo governo, a ex-senadora revelou ter se surpreendido com o convite para atuar no setor. Tebet disse, ainda, ter alertado o chefe do Executivo sobre suas diferentes agendas. 

Em sua posse, Simone Tebet chama atenção para diferenças que tem com o PT

Durante o seu discurso de posse, a emedebista falou da surpresa do convite para o Ministério do Planejamento.

“A minha surpresa foi dupla. Primeiro porque fui escolhida para ser ministra, e segundo que fui parar na pauta que tenho alguma divergência”, disse Simone Tebet.

A ministra afirmou, ainda, ter “total convergência na pauta social e de costumes”, e por essa razão, ter ido parar na área econômica a surpreendeu. Para enfatizar as diferenças, Tebet citou a equipe com a qual trabalhará.

“Quando abri a boca para dizer que havia algum equívoco, porque nessa pauta, com o ministro (Fernando) Haddad, o ministro (Geraldo) Alckmin e a ministra Esther (Dweck), temos divergências econômicas, ele (Lula) simplesmente me ignorou”.

A ministra completou dizendo: 

“É como se dissesse: ‘É isso que quero, porque sou um presidente democrático, e um presidente democrático não quer apenas os iguais, mas os diferentes para se somar. É assim que se constrói uma nação soberana, igual e justa para todos”.

Ministra destacou afinidades entre a equipe

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Após elogiar a escolha de um time com diferentes agendas, Tebet aproveitou para destacar que as políticas sociais serão prioridades da gestão.

“Gostaria de falar do que convirjo com as demais pastas da economia. Vamos deixar as divergências, se é que haverá, para depois. Comungo com o ministro Haddad com a necessidade de cuidar dos gastos públicos com racionalidade e com a aprovação urgente da reforma tributária”.

Antes de ter nomeação para o Ministério do Planejamento, a ex-senadora havia demonstrado interesse em assumir pasta da área social.

Imagem: Yuri Murakami / Shutterstock

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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