Durante depoimento, diante de parlamentares, o CEO das Lojas Americanas, Leonardo Coelho Pereira, informou que as pessoas que têm ligação com o esquema de fraude na empresa estão passando por um processo de demissão e não fazem mais parte do quadro de funcionários.
Lojas Americanas fará demissões por causa de fraude
Após descobrir esquema de fraude, a Lojas Americanas irá demitir os funcionários que estão envolvidos. Veja quantas pessoas vão sair.
Esta semana, a varejista divulgou um fato relevante ao mercado, informando que investigações independentes internas identificaram que o que causou o rombo bilionário nos cofres da empresa foi um esquema de fraude.
No mesmo dia, o CEO participou da CPI que analisa o caso. Ele afirmou que a antiga diretoria da empresa praticava o que chama de fraude de resultado. Nesse caso, o objetivo era melhorar artificialmente os resultados do negócio para esconder os prejuízos e o tamanho da dívida.
Lojas Americanas manda 30 pessoas embora
O relatório preliminar interno identificou que, pelo menos, 30 pessoas teriam envolvimento com o esquema de fraude na Americanas. Diante disso, o CEO afirmou que essas pessoas estavam em processo de demissão (que terminou na quarta-feira).
Ainda, entre os nomes que apareceram na investigação como responsável pelo rombo bilionário da empresa está o do antigo CEO da varejista, Miguel Gutierrez, além de diretores e altos executivos. Entretanto, os nomes dos três investidores de referência não surgiram na apuração.
Como o esquema funcionava?
O esquema de fraudes na Lojas Americanas funcionava da seguinte forma: a antiga diretoria criava falsos contratos de verbas de propaganda cooperativa (VPC). Neles, a varejista vendia espaços dentro da loja para que o fornecedor fizesse a promoção dos seus produtos.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Dessa forma, conseguiam reduzir artificialmente os custos dos contratos com fornecedores, impactando diretamente no resultado da empresa. Contudo, como a fraude não gerava caixa, a diretoria precisava fazer empréstimos bancários frequentes para manter a varejista em atividade.
Ademais, segundo o atual CEO da Americanas, compartilhou o relatório com a CPI, Ministério Público, Comissão de Valores Mobiliário e a Polícia Federal
Imagem: rafapress / shutterstock.com
