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Lojas Americanas fará demissões por causa de fraude

Após descobrir esquema de fraude, a Lojas Americanas irá demitir os funcionários que estão envolvidos. Veja quantas pessoas vão sair.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Fachada de uma loja da Americanas dentro de um shopping center.

Durante depoimento, diante de parlamentares, o CEO das Lojas Americanas, Leonardo Coelho Pereira, informou que as pessoas que têm ligação com o esquema de fraude na empresa estão passando por um processo de demissão e não fazem mais parte do quadro de funcionários.

Esta semana, a varejista divulgou um fato relevante ao mercado, informando que investigações independentes internas identificaram que o que causou o rombo bilionário nos cofres da empresa foi um esquema de fraude.

No mesmo dia, o CEO participou da CPI que analisa o caso. Ele afirmou que a antiga diretoria da empresa praticava o que chama de fraude de resultado. Nesse caso, o objetivo era melhorar artificialmente os resultados do negócio para esconder os prejuízos e o tamanho da dívida.

Lojas Americanas manda 30 pessoas embora

O relatório preliminar interno identificou que, pelo menos, 30 pessoas teriam envolvimento com o esquema de fraude na Americanas. Diante disso, o CEO afirmou que essas pessoas estavam em processo de demissão (que terminou na quarta-feira).

Ainda, entre os nomes que apareceram na investigação como responsável pelo rombo bilionário da empresa está o do antigo CEO da varejista, Miguel Gutierrez, além de diretores e altos executivos. Entretanto, os nomes dos três investidores de referência não surgiram na apuração.

Como o esquema funcionava?

O esquema de fraudes na Lojas Americanas funcionava da seguinte forma: a antiga diretoria criava falsos contratos de verbas de propaganda cooperativa (VPC). Neles, a varejista vendia espaços dentro da loja para que o fornecedor fizesse a promoção dos seus produtos.

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Dessa forma, conseguiam reduzir artificialmente os custos dos contratos com fornecedores, impactando diretamente no resultado da empresa. Contudo, como a fraude não gerava caixa, a diretoria precisava fazer empréstimos bancários frequentes para manter a varejista em atividade.

Ademais, segundo o atual CEO da Americanas, compartilhou o relatório com a CPI, Ministério Público, Comissão de Valores Mobiliário e a Polícia Federal

Imagem: rafapress / shutterstock.com

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Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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