O empresário Luciano Hang anunciou que pagará uma recompensa de R$ 5 mil a quem ajudar a identificar o responsável por uma pichação em um muro localizado na rua Francisco Walendowsky, no Centro de Brusque (SC).
Luciano Hang vai distribuir PIX de R$ 5 mil; veja como participar
Luciano Hang oferece R$ 5 mil para identificar autor de pichação em Brusque. Lei municipal paga R$ 1 mil ao denunciante e aplica multa mínima de R$ 5 mil. '
A oferta, feita em vídeo publicado em suas redes sociais, soma-se ao incentivo previsto pela legislação municipal, que estabelece o pagamento de R$ 1 mil a informantes e fixa multa mínima de R$ 5 mil para os pichadores. As denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria da Prefeitura pelo telefone 156 ou pelo e-mail [email protected].
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Por que o anúncio ganhou relevância

O tema mobiliza a opinião pública por envolver três frentes: o papel do poder público no combate ao vandalismo urbano, a iniciativa privada na preservação do patrimônio e os limites legais de programas de recompensa que buscam engajar a população.
A decisão de Hang reforça a norma local e coloca a cidade sob os holofotes em meio a discussões nacionais sobre pichação, grafite e revitalização de espaços urbanos.
O que se sabe até agora
Local e contexto
- Endereço: rua Francisco Walendowsky, Centro de Brusque
- Fato: pichação em muro particular
- Ação do empresário: oferta de R$ 5 mil a quem identificar o autor
- Apoio da legislação local: recompensa de R$ 1 mil ao denunciante e multa mínima de R$ 5 mil ao infrator
Como denunciar
- Telefone: 156 (Ouvidoria da Prefeitura)
- E-mail: [email protected]
- Orientação: ao encaminhar informações, descreva local, data, horário, características do suspeito, placas de veículos e, se houver, anexe fotos ou vídeos que ajudem a investigação.
O que diz a lei
A legislação municipal em Brusque, sancionada em abril, prevê multas a partir de R$ 5 mil para quem praticar pichação e autoriza o pagamento de recompensas a denunciantes, com critérios definidos pela administração local. Em complemento, a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98, art. 65) criminaliza a pichação em âmbito federal, prevendo detenção e multa, com agravantes quando a depredação recai sobre bens de valor histórico, artístico ou cultural. Na prática, a norma federal estabelece o caráter ilícito do ato, enquanto as leis municipais definem mecanismos de fiscalização, punição administrativa e incentivos à denúncia.
Punição administrativa x punição penal
- Administrativa (município): multa, recuperação do dano, restrições a licenças e serviços
- Penal (federal/estadual): registro de ocorrência, inquérito, eventual denúncia do Ministério Público e processo judicial que pode resultar em penas alternativas ou privativas de liberdade
Recompensas: instrumento legítimo de política pública
A combinação de sanção e incentivo à denúncia é adotada em diversas cidades para acelerar a identificação de infratores e gerar efeito dissuasório. O aporte de recursos privados — como no caso do valor anunciado pelo empresário — costuma ampliar o alcance das medidas municipais, desde que respeite os ritos legais: não expor suspeitos, não estimular retaliações e encaminhar toda a informação às autoridades.
Boas práticas para programas de recompensa
- Centralizar as denúncias em canais oficiais (156 e Ouvidoria)
- Guardar provas com segurança, sem invasão de domicílio ou violação de privacidade
- Evitar abordagens diretas ao suspeito, deixando a investigação a cargo da Polícia e da Prefeitura
- Acompanhar protocolos para a eventual validação do pagamento ao informante
O posicionamento de Luciano Hang
No vídeo, Hang afirmou que pretende reforçar a aplicação da lei e desestimular novas ocorrências. Ao comentar que pichadores costumam deixar “assinaturas” — marcas recorrentes que permitem reconhecer a autoria — o empresário sinalizou confiança na colaboração popular e na atuação investigativa das autoridades. Em tom firme, a mensagem mira dois públicos: moradores dispostos a denunciar e infratores que se aproveitam do anonimato.
Pichação não é grafite: entenda a diferença
Conceito e finalidade
- Pichação: inscrição não autorizada, em regra sem valor artístico reconhecido, aplicada para marcar território, protestar ou “assinar” o ato; é ilícita e gera sanções.
- Grafite: intervenção artística que, quando autorizada pelo proprietário e eventual órgão de patrimônio, pode integrar projetos de arte urbana e revitalização.
Implicações práticas
- Sem autorização: configura pichação, sujeita a multa e responsabilização penal
- Com autorização: pode ser grafite, integrado a políticas de embelezamento e turismo
- Áreas de patrimônio: exigem cuidado redobrado, pois danos podem agravar penalidades
Impactos da pichação no cotidiano
Econômicos
- Custo de limpeza: tinta, solventes e mão de obra encarecem a manutenção predial e urbana
- Desvalorização imobiliária: fachadas marcadas reduzem a atratividade de imóveis e áreas comerciais
- Efeito cascata: a tolerância a pequenas infrações tende a estimular novas ocorrências
Sociais e urbanos
- Percepção de segurança: muros pichados alteram a leitura do espaço e agravam sensação de abandono
- Uso do espaço público: locais marcados são evitados por pedestres e famílias, o que afeta o comércio de rua
- Convivência: conflitos entre moradores, comerciantes e grupos de intervenção urbana aumentam quando faltam regras claras
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O papel da Prefeitura e da comunidade
Três pilares de resposta
- Fiscalização: rondas, monitoramento por câmeras e resposta ágil a denúncias
- Sanção e reparação: aplicação de multa, eventuais medidas penais e obrigação de reparar o dano
- Prevenção: iluminação pública, pintura antirrisco, jardins verticais e parcerias para grafite autorizado
Educação e engajamento
- Campanhas em escolas sobre preservação do patrimônio
- Mutirões de limpeza com voluntários e empresas
- Editais de arte urbana que canalizem a criatividade para murais legalizados
Como o morador pode colaborar, com segurança

Passo a passo da denúncia
- Registre o cenário apenas se for seguro fazê-lo (fotos/vídeos)
- Anote detalhes: dia, hora, roupas, altura aproximada, rota de fuga, placas de veículos
- Encaminhe ao 156 ou à Ouvidoria ([email protected]) com relato objetivo
- Evite exposição em redes sociais que possa prejudicar a investigação ou gerar linchamento virtual
O que não fazer
- Não perseguir ou confrontar suspeitos
- Não invadir propriedades para buscar provas
- Não divulgar dados pessoais de terceiros sem confirmação
O que muda com a recompensa privada
A oferta de Hang eleva o incentivo total ao denunciante para R$ 6 mil (R$ 5 mil privados + R$ 1 mil previstos na lei municipal).
Na prática, isso pode acelerar a identificação do autor e estabelecer um precedente para futuras parcerias público-privadas de enfrentamento ao vandalismo na cidade. Também tende a ampliar a cobertura midiática, o que, por si, já atua como elemento inibidor.
Próximos passos
- Recebimento das denúncias pela Ouvidoria e triagem técnica
- Abertura de procedimento administrativo e/ou policial, conforme o caso
- Avaliação de provas, inclusive imagens de segurança e relatos de testemunhas
- Aplicação de sanções e eventual determinação de reparação do dano
- Pagamento da recompensa ao informante, se a denúncia for determinante para a autoria
