Nesta quinta-feira (9), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou durante entrevista coletiva com a equipe de transição que os bancos públicos não serão privatizados, nem a Petrobras. Além disso, Lula também criticou a preocupação com as regras fiscais diante do crescimento da fome no país.
Lula afirma que não haverá privatizações em seu governo
Lula (PT) afirmou durante entrevista coletiva com a equipe de transição que os bancos públicos não serão privatizados, nem a Petrobras
“Não é possível que se tenha cortado dinheiro da Farmácia Popular em nome de que é preciso cumprir a meta fiscal, cumprir a regra de ouro. Sabe qual é a regra de ouro nesse país? É garantir que nenhuma criança vá dormir sem tomar um copo de leite e acorde sem ter um pão com manteiga todo dia”, destacou Lula, que chegou a chorar ao falar da volta do Brasil ao mapa da fome.
Regra de ouro
Em síntese, a regra de ouro estabelece que o governo não pode gastar mais do que arrecada.
Contudo, o mercado financeiro que está apreensivo com o nome que comandará o Ministério da Fazenda e segue monitorando os desdobramentos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Transição, tem reagido. Assim, o dólar acumula alta nesta quinta.
Na última quarta-feira, a equipe escalada para a elaboração do texto propôs alocar todo o gasto social fora do teto de gastos, que limita o aumento da despesa à inflação do ano anterior. Dessa forma, o custo da PEC deve ser de R$ 170 bilhões.
Privatizações
Por fim, Lula prometeu que as empresas públicas voltarão a ser “respeitadas”.
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“A Petrobras não vai ser fatiada. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica também não. O BNDEs, o BNB e o Basa voltarão a ser bancos de investimento, inclusive para pequenos e médios empreendedores”, afirmou.
Assim, o presidente eleito criticou o elevado patamar de dividendos pagos pela Petrobras. Além disso, acusou a atual gestão de adiantar mais lucros aos acionistas com o intuito de esvaziar o caixa da estatal para 2023.
Pois, na última quinta-feira (3), o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a distribuição de R$ 43,7 bilhões em dividendos para os acionistas. Dessa forma, a maior estatal do Brasil distribuirá R$ 180 bilhões em lucros nos três trimestres deste ano.
