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Lula cria ‘Serasa do celular roubado’; veja como funcionará o novo sistema

Novo sistema do governo reunirá celulares roubados, furtados ou perdidos em banco nacional. Saiba como consultar um aparelho antes da compra.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
celular seguro celular roubado (1)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que inaugura uma nova etapa do Programa Nacional Celular Seguro. A principal novidade é a criação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma base de dados que reunirá informações sobre aparelhos roubados, furtados ou extraviados em todo o Brasil.

A iniciativa foi apelidada popularmente de “Serasa do celular roubado” por funcionar de forma semelhante aos sistemas de consulta de restrições financeiras. A ideia é permitir que consumidores verifiquem a situação de um aparelho antes da compra e dificultar a circulação de celulares com origem irregular.

O anúncio foi feito durante evento realizado em Guarulhos (SP), e faz parte das ações do governo federal para combater o roubo e o furto de smartphones, crimes que continuam entre os mais frequentes nas grandes cidades brasileiras.

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O que é o Banco Nacional de Celulares com Restrição

Smartphone
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O Banco Nacional de Celulares com Restrição será uma plataforma unificada que concentrará registros de aparelhos roubados, furtados ou perdidos.

A ferramenta integrará informações de:

  • Secretarias estaduais de Segurança Pública;
  • Operadoras de telefonia;
  • Agências reguladoras;
  • Sistemas federais de segurança;
  • Programa Celular Seguro.

Com isso, será possível consultar rapidamente se determinado aparelho possui alguma restrição cadastrada.

Segundo o governo, a medida busca reduzir o mercado ilegal de celulares usados e dificultar a revenda de dispositivos obtidos por meio de crimes.

Como o sistema vai funcionar

O principal identificador utilizado será o IMEI (International Mobile Equipment Identity), um código único que funciona como o “CPF” do celular.

Cada aparelho possui um número IMEI exclusivo, que permite sua identificação independentemente do chip utilizado.

Consulta antes da compra

O consumidor poderá verificar se um aparelho possui alguma restrição antes de concluir a compra.

A consulta permitirá descobrir se o celular:

  • Foi roubado;
  • Foi furtado;
  • Foi registrado como extraviado;
  • Está apto para recuperação pelo proprietário original.

A expectativa é que isso aumente a segurança principalmente na compra de aparelhos usados.

Restrições graduais

Além da consulta pública, o governo pretende implementar mecanismos que reduzam progressivamente a utilidade dos aparelhos cadastrados no banco de dados.

Na prática, celulares identificados como roubados ou furtados poderão sofrer limitações em determinadas funcionalidades.

A estratégia busca reduzir o interesse de criminosos e receptadores por esses dispositivos.

Mais de 2,9 milhões de celulares já estão cadastrados

De acordo com as informações divulgadas pelo governo federal, o novo banco de dados já nasce com cerca de 2,9 milhões de aparelhos registrados.

São dispositivos que possuem algum tipo de restrição e que podem ser identificados pelos sistemas integrados à plataforma.

Esse número tende a crescer à medida que novos registros forem incluídos por autoridades policiais, operadoras e usuários.

O que é o Programa Celular Seguro

Lançado pelo governo federal, o Programa Celular Seguro permite que cidadãos comuniquem rapidamente o roubo, furto ou perda de seus aparelhos.

A iniciativa busca agilizar o bloqueio de linhas telefônicas e reduzir o uso indevido de dados pessoais armazenados nos dispositivos.

Desde sua criação, o programa passou a ser utilizado por milhares de brasileiros para proteger contas bancárias, aplicativos de pagamento e informações sensíveis após a perda do aparelho.

Como funciona o bloqueio

Ao registrar a ocorrência no sistema, o usuário pode solicitar:

  • Bloqueio da linha telefônica;
  • Bloqueio do aparelho;
  • Comunicação às instituições parceiras;
  • Inclusão do dispositivo em bases de restrição.

A criação do BNCR amplia esse processo ao concentrar todas as informações em um único ambiente nacional.

Por que o governo aposta nessa medida

O roubo e o furto de celulares representam um dos crimes patrimoniais mais comuns no país.

Além do valor do aparelho, criminosos frequentemente utilizam os dispositivos para acessar:

  • Aplicativos bancários;
  • Redes sociais;
  • Contas de e-mail;
  • Dados pessoais;
  • Documentos digitais.

Ao dificultar a revenda dos aparelhos, o governo espera reduzir a atratividade econômica desse tipo de crime.

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A lógica é semelhante à utilizada em veículos roubados: quanto mais difícil for comercializar o bem, menor tende a ser o interesse criminoso.

Como descobrir o IMEI do celular

Para consultar a situação de um aparelho, será necessário informar o número IMEI.

Existem diferentes formas de localizar esse código.

Digite um comando no telefone

A maneira mais simples é abrir o aplicativo de chamadas e digitar:

*#06#

O número aparecerá automaticamente na tela.

Verifique a embalagem

O IMEI também costuma estar presente:

  • Na caixa original do aparelho;
  • Na nota fiscal;
  • Nas configurações do sistema.

Guardar essas informações pode facilitar procedimentos de bloqueio em caso de roubo ou perda.

Cuidados ao comprar um celular usado

A criação do banco nacional também serve de alerta para quem pretende comprar smartphones de segunda mão.

Antes de fechar negócio, especialistas recomendam:

  • Solicitar a nota fiscal original;
  • Verificar o IMEI do aparelho;
  • Conferir se existe restrição cadastrada;
  • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
  • Comprar de vendedores confiáveis.

Essas medidas ajudam a evitar prejuízos e reduzem o risco de adquirir produtos provenientes de atividades criminosas.

Novo sistema pode mudar o mercado de celulares usados

Celular
Imagem: Freepik

A expectativa do governo é que o Banco Nacional de Celulares com Restrição aumente a transparência nas negociações e fortaleça a segurança dos consumidores.

Ao permitir a consulta da situação de um aparelho antes da compra e ao restringir gradualmente o funcionamento de celulares irregulares, a iniciativa busca enfraquecer o mercado clandestino e tornar menos vantajoso o roubo de smartphones.

Com mais de 2,9 milhões de aparelhos já cadastrados, o sistema nasce como uma das principais ferramentas nacionais de combate à receptação e à criminalidade relacionada ao uso de celulares.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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