O governo federal negou qualquer envolvimento na criação do suposto programa “Ceia para Todos”, que promete descontos de até 90% em produtos para a ceia de Natal em parceria com a Seara. A notícia falsa circula em um vídeo no Facebook, que alega que o governo teria implementado a iniciativa.
O Projeto Comprova, ao investigar a veracidade da informação, concluiu que o vídeo é uma fraude que utiliza trechos de uma edição do Jornal da Globo de outubro de 2023. A reportagem original trata da repatriação de brasileiros em Israel.
Para criar uma narrativa falsa associada ao programa fictício, foram combinados elementos visuais de emissoras diferentes, criando uma aparência enganosa de autenticidade.
Resposta do governo federal sobre o Ceia para Todos
O governo federal, por meio da Secretaria de Comunicação Social, afirmou que não existe um programa denominado “Ceia para Todos”. Ademais, alertou a população sobre o risco de golpes relacionados a informações falsas.
Já a Seara, empresa mencionada no vídeo como parceira do governo, não respondeu aos questionamentos do Comprova até a data da publicação.

Um especialista da Universidade Federal do ABC identificou o uso de inteligência artificial para forjar a voz do repórter no vídeo em questão. As emendas no áudio revelam que alguém gerou os últimos segundos utilizando softwares de IA, enquanto apenas os primeiros quatro segundos eram da reportagem original.
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A publicação falsa incentivava os espectadores a clicarem em links para verificar a elegibilidade ao suposto programa, direcionando as pessoas a possíveis golpes. Nesse sentido, o governo federal alertou sobre o risco de fornecer informações pessoais, como CPF, em sites suspeitos.
Esse caso reforça a importância de se verificar cuidadosamente as informações antes de compartilhá-las, especialmente em tempos de disseminação rápida de notícias por meio das redes sociais.
Assim, o público deve estar alerta para sinais de conteúdo manipulado e recorrer a fontes confiáveis ao buscar informações sobre políticas públicas e programas governamentais.
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
