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Lula faz nomeação polêmica para cargo de secretário de Relações Institucionais

Saiba aqui quem Lula escolheu para ocupar o cargo de secretário de Relações Institucionais e entenda o motivo da polêmica.

VictóriaPor Victória2 min de leitura
Presidente da Republica, Luís Inácio Lula da Silva, discursando com uma blusa branca

Nesta sexta-feira (17), o presidente Lula nomeou André Ceciliano (PT), ex-deputado estadual, para o cargo de secretário especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. 

Desse modo, Alexandre Padilha, titular da pasta, assinou o despacho junto com Lula. Vale destacar que o novo cargo de Ceciliano pertence ao “núcleo duro” do governo. 

A nomeação é polêmica porque o deputado esteve envolvido em escândalos de corrupção há alguns anos. Ou seja, a decisão de Lula de nomeá-lo para o cargo dividiu opiniões.

Quem é André Ceciliano?

Como dito antes, André Ceciliano é ex-deputado estadual do Rio de Janeiro. Além disso, já foi presidente da Assembleia Legislativa do estado. O petista também foi prefeito de Paracambi entre 2000 e 2004. 

Em 2022, o político se candidatou ao Senado pelo Rio de Janeiro, ano em que foi criticado por dividir os votos da esquerda com Alessandro Molon (PSB), também candidato. Apesar disso, nenhum deles foi eleito, já que Romário (PL), da oposição, se elegeu com 36,15% dos votos. 

Vale destacar que, durante a transição de governo, o ex-deputado fez parte do grupo técnico sobre Pequenas Empresas.

Escândalos de corrupção do secretário de Lula

A decisão de Lula em nomear André Ceciliano foi polêmica porque o ex-deputado já esteve envolvido em denúncias. Afinal, em 2020, ele foi investigado pelo MP (Ministério Público) do Rio de Janeiro por suposto envolvimento em um escândalo de rachadinha

Esse esquema milionário funcionava com a contratação de funcionários fantasmas ou determinava que servidores devolvessem parte de seus salários.

Vale destacar que Lula, durante sua campanha eleitoral, criticou fortemente um esquema de rachadinha relacionado ao gabinete de Flávio Bolsonaro (PL), filho de adversário, Jair Bolsonaro.

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Ainda em 2020, André Ceciliano foi alvo de mandados de busca e apreensão, o que ocasionou a entrada de policiais em sua casa, na Barra da Tijuca, e no seu gabinete, na Alerj. As ações foram justificadas por possíveis desvios de verbas na área da saúde do estado.  

Além disso, vale destacar que Ceciliano esteve ligado a mais escândalos em 2019, quando seu nome foi incluído em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Isso aconteceu porque seus aliados tiveram movimentações bancárias suspeitas. 

Antes disso, entre 2011 e 2017, três pessoas relacionadas ao ex-deputado, inclusive um servidor da Alerj, movimentaram cerca de R$ 45 milhões. 

Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

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Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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