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Lula faz promessas econômicas impressionantes em entrevista; confira

De acordo com Lula, o mercado precisa entender que “já lucra demais”. Presidente também voltou a criticar autonomia do BC

Avatar de Adriana Albuquerque Adriana Albuquerque · · 2 min de leitura
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as mãos entrelaçadas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu entrevista à RedeTV! nesta quinta-feira (2) e fez promessas econômicas como a reforma tributária, reajuste do Imposto de Renda e mudanças na política de juros do Brasil. 

De acordo com Lula, o mercado precisa entender que “já lucra demais”. “Eu quero um País com responsabilidade fiscal, econômica, política e social. […] Entre o mercado e as pessoas com fome, vou fazer a opção de tirar as pessoas da fome”, disse Lula. 

Lula criticou política de juros e autonomia do Banco Central

Lula aproveitou o momento para reiterar suas críticas à política de juros e à autonomia do Banco Central. Conforme o petista, ele se reunirá com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, para “cobrar” os motivos pelos quais o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa de juros no mesmo patamar. 

Nesta quarta-feira (1º), o Copom definiu a taxa Selic em 13,75% ao ano. A manutenção deixa o Brasil em primeiro lugar na lista de países com maior juro real, quando descontada a inflação. Para o presidente, não há razão para manter a Selic neste patamar já que o “Brasil não está em uma situação em que muitas pessoas estão comprando em excesso”, explicou Lula. 

Além disso, o presidente afirmou que irá avaliar os resultados da autonomia do Banco Central ao final do mandato de Roberto Campos Neto, em 2024. De acordo com o presidente, embora não seja uma prioridade, é possível que a autonomia seja revertida. 

A autonomia foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2021. Durante a entrevista, Lula criticou a decisão afirmando que acredita que “eles imaginavam que, fazendo o Banco Central autônomo, a economia voltaria a crescer, os juros abaixariam e tudo ia ser maravilhoso”. 

Em janeiro, o presidente já havia dito que a autonomia do Banco Central era uma “bobagem”, em entrevista à GloboNews.

Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com

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