Na tarde desta segunda-feira (6), na cidade do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da inauguração do complexo Super Centro Carioca de Saúde. Assim, durante o evento, o mandatário anunciou que destinará R$ 600 milhões a estados e municípios para a Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas e também para consultas e exames no Sistema Único de Saúde (SUS).
Lula lança programa milionário para acabar com filas do SUS
Serão disponibilizados R$ 200 milhões com o intuito de impulsionar a organização de mutirões para acabar com a fila de espera do SUS
Também participaram do evento de inauguração o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), Eduardo Paes (PSD), prefeito da capital carioca, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Fim da fila no SUS
Dessa forma, a medida faz parte da Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas. Na primeira etapa, que acontecerá neste mês de fevereiro, serão ofertados R$ 200 milhões com o intuito de impulsionar a organização de mutirões para acabar com a fila de espera do SUS.
Além disso, o restante da quantia, cerca de R$ 400 milhões, será liberado conforme a quantidade de cirurgias efetuadas, especialmente abdominais, oftalmológicas e ortopédicas. Por fim, na segunda fase, que deve acontecer entre abril e junho deste ano, irão ser contemplados exames diagnósticos e consultas especializadas voltadas a tratamentos oncológicos.
Represamento
“Na maioria do país, os hospitais estão com muita dificuldade de recursos e equipes para retomar os processos, reorganizar seus serviços cirúrgicos e recompor as possibilidades de avaliação das filas, para poder realizar os procedimentos e resolver a vida de muitas pessoas que estão aguardando”, afirmou a vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Marília Louvison.
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Portanto, de acordo com Marília Louvison, a demora na realização de cirurgias pode contribuir para o agravamento do quadro clínico dos pacientes. Nos casos de pacientes oncológicos, a demora pode diminuir as possibilidades de cura.
Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
