O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que aumenta significativamente as penas para o crime de feminicídio.
Lei que aumenta pena de feminicídio é sancionada por Lula
Lula sancionou uma lei que eleva a pena de feminicídio para até 40 anos. Saiba como a nova legislação combate a violência contra as mulheres.
Agora, a prisão para os agressores pode chegar a até 40 anos, estabelecendo uma mudança importante no combate à violência contra as mulheres no Brasil.
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Lula sanciona lei que endurece pena para feminicídio

Nesta semana, o presidente Lula sancionou uma lei que aumenta a pena mínima para o crime de feminicídio de 12 para 20 anos, podendo chegar a 40 anos de reclusão em casos mais graves.
A medida foi recebida como um importante avanço na proteção das mulheres e na luta contra a violência de gênero. Em sua conta no Instagram, Lula comentou que a nova legislação é um “passo importante no combate ao feminicídio no Brasil”.
“Ao lado da ministra Cida Gonçalves, sancionei um projeto de lei que agrava a pena de feminicídio, aumentando a pena mínima de 12 para 20 anos, podendo chegar até 40 anos, e agravando penas de outros crimes praticados contra as mulheres. O nosso governo está comprometido e em mobilização nacional pelo Feminicídio Zero”, escreveu o presidente.
Impacto da nova legislação no Código Penal
A nova lei traz a maior pena já prevista no Código Penal brasileiro para crimes de feminicídio. Com a possibilidade de condenação de até 40 anos de prisão, a legislação busca desincentivar a violência contra as mulheres, ao estabelecer punições mais severas para aqueles que praticam o feminicídio.
De acordo com o Código Penal, o feminicídio é caracterizado como o assassinato de uma mulher pela sua “condição de sexo feminino”, envolvendo fatores como violência doméstica, familiar ou discriminação de gênero. Além disso, a lei também agrava as penas para crimes associados, como lesão corporal grave e violência doméstica.
Maior proteção contra a violência doméstica
Além de endurecer as penas para o feminicídio, a nova lei também prevê punições mais severas para crimes de lesão corporal e outras formas de violência doméstica contra mulheres. O objetivo é ampliar a proteção das vítimas e desincentivar a prática de abusos no ambiente familiar e conjugal.
Nos últimos anos, o Brasil tem registrado um aumento preocupante no número de feminicídios e casos de violência contra as mulheres. A nova legislação é uma resposta direta a esse cenário e reflete o comprometimento do governo em buscar o Feminicídio Zero, como destacou Lula.
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Como denunciar violência contra as mulheres

Mulheres em situação de violência doméstica ou familiar podem recorrer a diversos canais para denunciar e buscar ajuda. Um dos mais importantes é a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. Esse canal oferece escuta e acolhimento qualificado, além de registrar e encaminhar denúncias de violência aos órgãos competentes.
A denúncia pode ser feita de forma anônima, e a ligação é gratuita, garantindo o anonimato e a proteção das vítimas. Através do Ligue 180, mulheres em todo o Brasil podem encontrar um canal de apoio essencial para enfrentar situações de violência e abusos.
Desafios no combate ao feminicídio
Apesar das novas medidas, o combate ao feminicídio no Brasil enfrenta desafios significativos. A cultura de violência de gênero está enraizada em diversos setores da sociedade, e o avanço da legislação, embora crucial, precisa ser acompanhado de outras iniciativas, como campanhas de conscientização, políticas de apoio às vítimas e um fortalecimento das redes de proteção.
A nova lei representa um avanço importante, mas a luta contra o feminicídio exige um esforço conjunto de toda a sociedade, desde os órgãos de justiça até as ações de prevenção e apoio às vítimas.
Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

