O Governo Federal, sob comando de Lula, anunciou que vai extinguir o programa que incentiva a criação de escolas cívico-militares. Dessa maneira, após essa decisão, o Ministério de Educação (MEC) começará a dispensar os militares das instituições de ensino.
Lula não tem pena e vai acabar com programa de Bolsonaro que custou R$ 104 milhões
Lula decide desmanchar com programa criado por Bolsonaro, que representou um dos carros-chefes de seu governo. Clique e entenda o caso!
A movimentação começou na última segunda-feira (10), com o MEC enviando um ofício para as escolas, anunciando que a transição já começará a acontecer. Em nota, o Ministério deixou claro que a decisão foi após uma avaliação longa do programa, que teve implementação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A previsão é que este programa, que era o carro-chefe do ex-presidente, acabe junto com o ano letivo. Ou seja, em 2024, as Forças Armadas não estarão mais dentro das instituições de educação para civis. Essa medida já era esperada, uma vez que Lula já havia fechado uma secretaria que cuidava deste tema na gestão Bolsonaro.
Modelo de escolas cívico-militares chegará ao fim em breve
Segundo o Ministro da Educação, Camilo Santana, desde o início do Governo Lula, já havia falta de apoio para a manutenção deste programa. Isso porque o Partido dos Trabalhadores sempre se opôs ao modelo de escola proposto.
Além disso, Santana, que já era opositor à medida, declarou que o fim se dá, também, por conta de desvios de verbas da educação para o pagamento de militares. Isso porque o modelo de escola é gerido por militares reservistas, policiais militares e bombeiros, mas as Secretarias de Educação ainda são responsáveis pela grade curricular.
Assim, mesmo com críticas dos apoiadores, o Governo Lula decidiu colocar fim, gradualmente, a este modelo, retirando os militares da escola, voltando a obrigação a ser 100% do Ministério da Educação.
Lula termina programa milionário de Governo Bolsonaro
De acordo com as informações, o programa exigiu aproximadamente R$ 104 milhões dos cofres públicos, de 2019 até 2022. No entanto, o valor real utilizado foi bem abaixo disso, girando em torno de R$ 2,3 milhões.
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Assim, caberá ao governo e ao Ministério da Educação determinar como redirecionarão a renda e cumprirão com os empenhos que já estão sob registro. No total, serão mais de 215 escolas cívico-militares presentes em todos os estados brasileiros que não existirão mais até o fim do ano letivo.
Diferentemente de escolas exclusivamente militares, de formação de carreira, essas mesclavam as obrigações com o MEC, exigindo que os estudantes utilizassem fardas, enquanto seguiam um cronograma de ensino igual ao de outras escolas civis.
Imagem: Wagner Vilas/Shutterstock
