Nesta segunda-feira (31), um dia após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as ações da Petrobras e do Banco do Brasil caíram mais de 5%.
Lula presidente: o que esperar da Petrobras e Banco do Brasil
Um dia após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as ações da Petrobras e do Banco do Brasil caíam mais de 5%.
Dessa forma, às 15h08 (de Brasília), PETR4 caía 8,2% e PETR3, 6,68%. Já BBAS3 tinha queda de 5,02% no mesmo horário.
Em síntese, o mercado de ações considera que um governo de esquerda vai manter o controle estatal sobre a Petrobras e Banco do Brasil e, assim, querer usá-las para fins sociais, diminuindo seu retorno. Contudo, um governo liberal poderia querer privatizar uma ou as duas empresas, ou, até mesmo, orientá-las para maximizar o retorno para os acionistas.
Estresse no mercado
De acordo com Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, a primeira sinalização do mercado foi de estresse, com o Ibovespa chegando a abrir em queda de mais de 1%.
“O mercado tem feito um raciocínio de que educação e varejo podem se beneficiar com o governo Lula, enquanto as estatais podem ser prejudicadas. Foi uma dinâmica observada há pelo menos uma semana”, afirmou à CNN.
Segundo o economista, o mercado está apreensivo em relação a equipe econômica do presidente eleito e ainda digere os resultados das eleições de domingo.
Recomendações
Assim, os bancos J.P. Morgan e BTG revisaram para baixo parte de suas expectativas em relação às ações da Petrobras, após a vitória de Lula.
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Dessa forma, em relatório a clientes, o J.P. Morgan alterou a recomendação de compra para a petroleira para “neutra”, e diminuiu o preço-alvo de R$ 53 para R$ 37.
Ademais, o BTG Pactual, que também mantém em “neutra” sua recomendação, diminuiu a expectativa de preço para os próximos 12 meses de R$ 40,00 para R$ 35,70. Consideradas as ações da Petrobras listadas na B3, e de US$ 15 para US$ 13,50, no caso das ADRs, negociadas na bolsa americana.
Por fim, o Goldman Sachs já esperava reação negativa das ações do Banco do Brasil, considerando o aumento de incertezas após Lula vencer a disputa pelo Palácio do Planalto. Porém manteve a recomendação de “compra”, “uma vez que a ação está com desconto significativo em relação aos pares do setor privado”.
Imagem: Nelson Antoine/shutterstock.com
