O Governo Federal prevê que o salário mínimo possa ser de R$ 1.421 logo no início de 2024. O valor inclui a correção anual baseada na inflação e na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás.
Lula quer aumentar o salário mínimo para R$ 1.421 nos próximos meses
O governo Lula prevê que o salário mínimo aumente para R$ 1.421, podendo afetar o orçamento governamental e metas fiscais. Saiba mais!
Essa previsão é relevante, já que ela influenciará a elaboração da proposta de Orçamento para 2024, que deverá ser entregue pelo governo até o final deste mês. Entenda mais informações sobre o assunto a seguir.
Salário mínimo deve subir em 2024
As informações do aumento do salário mínimo para R$ 1.421 foram obtidas pela Folha de São Paulo através de interlocutores da administração atual.
Com o aumento, cada real acrescido ao valor do salário mínimo resulta num acréscimo de R$ 3,9 bilhões nas despesas com benefícios que correspondem ao valor do piso nacional.
A proposta orçamentária considerará os reflexos desse aumento, levando em conta, também, a estimativa de alta de 4,48% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2023.
Atualmente, o valor do salário mínimo é R$ 1.320. Ele foi reajustado desde 1º de maio após um reajuste extra. A promessa de Lula durante a campanha presidencial era retomar a política de valorização desse valor, assim como foi feito em gestões anteriores.
Quais são as consequências desse aumento?
A previsão do aumento do salário mínimo está sujeita a oscilações, principalmente em caso de alterações no ritmo da inflação.
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Ademais, o valor do reajuste salarial está condicionado aos recursos disponíveis, o que significa que o chefe do Executivo pode propor um valor superior à inflação, caso o orçamento assim o permita.
Ainda, as metas fiscais do governo podem ser mais difíceis de serem alcançadas caso as despesas cresçam num ritmo superior ao aumento real dos salários. No cenário desejado por Lula, de aceleração do PIB, a discrepância entre a correção do piso nacional e a regra fiscal pode ser ainda maior, já que os salários e benefícios continuariam superando o limite de correção.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
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