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Lula realmente pretende acabar com a autonomia do Banco Central?

Saiba se Lula tem a intenção de acabar com a autonomia do Banco Central e entenda melhor a discussão envolvendo as duas autoridades

VictóriaPor Victória2 min de leitura
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso com microfone

Essa semana diversas polêmicas envolvendo o presidente Lula e o Banco Central (BC) aconteceram. Desde que assumiu a presidência, Lula tem questionado a política monetária do BC no que diz respeito à taxa Selic, que chegou a 13,75% ao ano. 

Essas críticas ficaram mais explícitas durante a posse de Aloizio Mercadante, o novo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na última segunda-feira (6). Na ocasião, Lula se colocou contra a política monetária do BC.

Desse modo, nesta quarta-feira (8), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Alexandre Padilha alegou que o governo federal não pode interferir na autonomia do BC. Além disso, o ministro afirmou que não houve pressão alguma sobre os mandatos da atual diretoria de autoridade monetária. 

Qual a importância da autonomia do BC?

A autonomia do Banco Central é garantida por uma lei sancionada por Bolsonaro em 2021. Desse modo, ela visa evitar que o Banco Central receba possíveis influências políticas.

Ou seja, o principal objetivo dessa lei é isolar o banco das pressões políticas. Isso porque o BC recebe as metas de inflação do Conselho Monetário Nacional e deve segui-las. 

Além disso, essa autonomia possibilita ao controle de expectativas de inflação, de acordo com o professor Mauro Rodrigues, da USP. 

“Não existe nenhuma iniciativa do governo de mudança da lei atual do Banco Central e nenhuma pressão sobre qualquer mandato de qualquer diretor. A lei estabelece claramente que mandados serão cumpridos”, destacou Padilha. 

Atrito com o Banco Central

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Como dito antes, algumas situações ao longo dessa semana foram um pouco delicadas para Lula e o BC, já que Padilha não é o primeiro a vir a público para tentar amenizar a repercussão negativa da discussão. 

Isso porque Haddad, ministro da Fazenda, elogiou na última terça-feira (7), durante a cerimônia de abertura da reunião de gestores da Caixa, o tom da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) – que manteve a Selic em 13,75%.

Vale destacar que, de última hora, Lula não foi a esta reunião, o que causou polêmicas. Apesar de toda a situação, Padilha alega que não há “aquecimento nenhum, fervura nenhuma” entre o BC e Lula. Ele ainda destaca que existe “um debate e um grande esforço”. 

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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