Recentemente os impostos sobre os combustíveis têm gerado polêmicas, visto que o período de desoneração, prorrogado pelo governo federal, termina em 28 de fevereiro. Ou seja, os impostos federais devem incidir sobre a gasolina e álcool já em 1º de março.
Lula vai se reunir com Prates e Haddad nesta segunda-feira (27) para discutir impostos sobre os combustíveis
Lula deve se reunir hoje com Prates e Haddad para discutir os impostos sobre os combustíveis. Veja informações sobre o encontro.
Desse modo, o presidente Lula deve se reunir com Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e com Jean Paul Prates, o presidente da Petrobras. O intuito do encontro é discutir a tributação dos combustíveis.
Vale destacar que a equipe de Haddad defende a volta destes tributos. Contudo, a ala política pensa em uma possível renovação da medida provisória ou até mesmo uma mudança na política de preços da estatal.
Detalhes sobre a reunião de Lula
De acordo com assessores presidenciais, o esperado é que o governo assuma uma postura de meio-termo. Isso porque como o evidenciado acima, a pasta da Fazenda preza pela volta da cobrança do PIS e Cofins, ao passo que a ala política pressiona pela manutenção da desoneração destes tributos.
Ou seja, uma volta gradual da cobrança dos impostos federais é um possível cenário. Assim, a Petrobras teria tempo para ajustar a política de preços e evitar aumentos que impactam a inflação. A reunião deve acontecer no Palácio do Planalto nesta segunda.
Apesar do meio-termo ser a decisão esperada, caso a desoneração termine em março, o valor dos impostos voltarão a incidir sobre o preço dos combustíveis. Essa situação deve trazer um aumento de R$ 0,69 e R$ 0,24 sobre o litro da gasolina e do álcool, respectivamente. Esse valor é uma estimativa da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
Por que Haddad quer a volta dos impostos?
A pasta da Fazenda alega que uma derrota da equipe econômica seria um mau sinal e causaria um impacto bastante negativo nas projeções da economia do país. Além disso, Haddad quer a volta da tributação para obter ajuda em sua estratégia de reduzir o rombo das contas públicas deste ano.
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Portanto, se os impostos de fato voltarem em março, o valor arrecadado seria de R$ 28 bilhões. Mas se a volta acontecer gradualmente, como é esperado, o valor arrecadado seria menor, mas ainda ajudaria na recuperação das contas públicas, algo vital, segundo a equipe econômica.
Outros assuntos a serem discutidos
Outro assunto que deve entrar em foco nesta reunião, são as alterações na política de preços da estatal. A intenção é que haja uma alternativa para evitar que os consumidores paguem mais caro pelos combustíveis.
Imagem: Ricardo Stuckert
