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Lula veta projeto que pagaria pensão de R$ 2.640

Lula veta projeto que ajudaria ex-combatentes em dificuldade econômica. Clique aqui e saiba por que o presidente tomou essa decisão.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Lula observador segurando um óculos

Lula veta projeto para o pagamento de pensão para ex-combatentes das Forças Armadas. A decisão saiu hoje no Diário Oficial da União (DOU) e, como principal justificativa para explicar o veto, o governo aponta que o projeto de lei não indicou de onde sairia o recurso para o pagamento.

O Projeto de Lei de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE) previa o pagamento de uma pensão vitalícia de 2 salários-mínimos para os ex-combatentes brasileiros que fizeram parte da missão de paz que atuou no Canal de Suez (Egito) em 1956.

O Canal de Suez foi nacionalizado logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Entretanto, isso acabou gerando uma disputa armada entre o Egito e Israel. Dessa forma, a recém-criada ONU, enviou uma missão de paz para o local para tentar controlar a situação.

Projeto para pensão

De acordo com o projeto de lei, nem todos os ex-combatentes teriam direito à pensão vitalícia do governo. Para ter direito ao dinheiro, seria necessário provar uma renda menor do que dois salários-mínimos por mês ou que os interessados não possuem as condições de garantir a subsistência da família.

O senador Humberto Costa apresentou esse projeto de lei em 2011, contudo a tramitação só terminou no início de maio de 2023, quando a Câmara dos Deputados aprovou o texto. Depois da aprovação do Congresso, ele partiu para a sanção do presidente Lula.

Explicações de Lula para o veto

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Lula vetou projeto de pensão para ex-combatentes somente depois de questionar os ministérios da Defesa, do Planejamento e da Fazenda. De acordo com o veto que já saiu no DOU, a presidência da república considerou o projeto de lei inconstitucional.

Isso porque o texto não estabelece qual seria a fonte de renda para o pagamento do benefício. O que é uma exigência legal para os projetos que criam uma despesa obrigatória para o Governo Federal. Com isso, o texto volta para o Congresso.

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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