Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou um tom mais duro contra o Banco Central (BC), nesta quinta-feira (2), após ter diminuído as críticas contra a instituição no final de fevereiro.
Lula volta a atacar BC: “refém de um único homem”
Lula voltou a tecer duras críticas contra o Banco Central e seu presidente, dizendo que o político foi eleito para "fazer nada". Veja mais!
Assim como outros membros do governo fizeram após a volta da reoneração dos impostos federais sobre os combustíveis — alegando que essa era uma das condições do BC para baixar os juros —, Lula voltou a pedir que a Selic deixe o patamar de 13,75% na próxima reunião do Copom.
Lula defende que inflação não tem origem na demanda
Em entrevista à BandNews, o mandatário voltou a defender que o cenário inflacionário vivido pelo Brasil não tem origem na demanda. Assim, para ele, já passou da hora do Banco Central afrouxar a Selic. “País não pode ser refém de um único homem”, disse Lula.
Lula ainda defendeu que com a taxa em um alto patamar, o Brasil não crescerá. O petista disse que uma prova da sua teoria foi a divulgação do PIB do último trimestre em patamares negativos, demonstrando que em 2022 o país não apresentou desenvolvimento econômico.
Ataques à autonomia do BC
Em tom de desabafo, o político voltou a reclamar da autonomia do Banco Central, algo que não aconteceu em seus últimos governos, mas foi sancionado durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL).
Dessa forma, ele alegou que a medida daria estabilidade à economia do país mesmo diante da troca de presidentes. Lula defendeu que foi eleito, mas não tem autonomia porque precisa prestar contas ao Congresso, à Câmara, ao Senado, à União e à sociedade.
Ele ainda destacou que a imprensa o cobra toda hora, mas ele foi eleito “para nada” e não tem o poder de tomar decisões em relação à economia do Brasil na atual conjuntura.
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Mesmo subindo o tom contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, Lula destacou que não tem interesse de travar uma briga com ele, mas que é necessário baixar a inflação.
Em conclusão, ele ainda relembrou que a instituição tem a obrigação não só de combater o cenário inflacionário, mas também se preocupar com o nível de emprego e desenvolvimento da economia.
Imagem: Marcus Mendes/ Shutterstock
