Nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar sobre a moeda única entre o Mercosul. Há alguns meses Lula vem falando sobre a possibilidade de uma moeda única para as transações comerciais entre os países.
Lula volta a defender moeda com a Argentina em encontro com Alberto Fernández
Nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar sobre a moeda única entre o Mercosul. Saiba mais!
As falas aconteceram na vinda do presidente da Argentina, Alberto Fernández, para o Brasil, a fim de comemorar os 200 anos de relações diplomáticas entre os países.
Em suas falas, Lula deixou claro que uma solução única e inovadora seria a unificação de uma moeda para o comércio latino-americano, sem excluir cada uma das moedas existentes entre os países.
Entenda por que Lula defende a moeda comum
Logo após a posse de Lula e a reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o embaixador da Argentina no país, Daniel Scioli, comemorou a mudança de governo e declarou que trabalhariam por uma moeda comum durante os próximos anos.
Depois disso, ainda em janeiro, os presidentes de ambos os países começaram as discussões para a criação dessa moeda. A ideia da estratégia é baratear os custos e também diminuir a dependência da moeda norte-americana.
Desde o início de seu governo, o presidente Lula tem feito diversas críticas à dependência do dólar entre os países sul-americanos e o Brics, bloco econômico no qual o Brasil é membro.
Crise na Argentina
Em suma, o Brasil tem estudado maneiras de conseguir ajudar o país vizinho, que está enfrentando grande crise econômica. De acordo com o líder do Poder Executivo, Lula, é preciso ter mais integração financeira entre ambos os países.
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Esse encontro entre o presidente Lula e Fernández aconteceu durante uma semana tensa na Argentina. Isso porque a inflação ultrapassou a parte dos 100% e o peso argentino está em desvalorização.
Com isso, Lula deixou claro que há financiamento eficiente para a Argentina quanto o assunto são as exportações. Isso porque, segundo Lula, não faz sentido perder espaço no mercado se outros países oferecem crédito.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
