Nesta semana, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Robson Andrade, e o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) Jorge Gonçalves Filho, se reuniram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Eles se encontraram para entregar um estudo com os possíveis efeitos da isenção de tributos federais para compras online de até US$ 50. Um desses efeitos é a possibilidade do alto índice de demissões.
Mais de 2 milhões devem ser demitidos devido à isenção de compras online; entenda
té 2,5 milhões de pessoas podem ser demitidas devido a isenção de tributos federais em compras online. Confira!
De acordo com o levantamento, poderão ser demitidas devido à isenção 2,5 milhões de pessoas. Assim, até o final do ano, 2 milhões de trabalhadores demitidos no varejo e 500 mil pessoas demitidas na indústrioa.
Isenção trará prejuízos à economia e demissões
Na reunião com Haddad, as entidades pediram o retorno da taxação dessa faixa de compra, para não prejudicar a economia. Além disso, isso desencadearia menos pessoas demitidas devido à isenção. De acordo com o presidente da CNI, diariamente, mais de 1 milhão de pacotes chegam ao Brasil com esse valor de até US$ 50, chegando a R$ 60 bilhões por ano em compras online.
Diante disso, as entidades defendem que os produtos importados paguem impostos, assim como os produtos nacionais. Além disso, o presidente do IDV avisou sobre o risco da isenção estimular a entrada de produtos falsos no Brasil, visto que a Receita Federal não conseguirá fiscalizar a quantidade de pacotes.
Imposto federal sobre comércio eletrônico
Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que a conversa foi produtiva e que os dados apresentados acerca do impacto das demissões “chamam atenção”. Contudo, Durigan destacou que a pasta tem normatizado o tema.
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No dia a edição da portaria de isenção dos tributos federais nas importações de até US$ 50 aconteceu, Haddad afirmou que futuramente faria uma análise de um imposto federal sobre o comércio eletrônico. Na ocasião, o ministro afirmou que buscaria um equilíbrio entre os varejistas nacionais e o comércio eletrônico de importados.
Imagem: Gabriel_Ramos / shutterstock.com
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