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Mais de 20 mil perderam o Bolsa Família neste estado: seu nome está na lista?

Estado brasileiro conta com mais de 20 mil bloqueios aos benefícios do Bolsa Família. Será que você está incluso nisso? Saiba mais.

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Uma mão segurando um celular com o aplicativo do Bolsa Família aberto. Ao fundo, a tela de um computador com o site do programa aberto

O estado do Rio Grande do Norte teve a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (SENARC) realizando os cancelamentos do Bolsa Família em 2023. Assim, ao todo, somente nessa região foram mais de 20 mil bloqueios ao programa.

Neste ano, foram 22.240 mil benefícios cancelados, de acordo com o Relatório de Avaliação da CGU de março. Este número representa 4,44% dos beneficiários do estado.

No Brasil inteiro, mais de 1,4 milhão de famílias perderam o acesso aos benefícios por motivos que poderiam ter sido evitados. Continue a leitura para saber mais.

Qual o motivo do cancelamento do Bolsa Família?

No RN, foram dois motivos: 19,7 mil famílias excedem a renda mínima estabelecida pelo Governo Federal, enquanto outras 2,5 mil não realizaram a atualização do Cadastro Único nos últimos dois anos. Por isso, os postos de atendimento do CadÚnico em Natal estão sempre cheios, e as famílias que precisam realizar a atualização cadastral do Bolsa Família sofrem com espera.

Outros estados também passaram pela “varredura” do Governo Federal. Com isso, São Paulo teve o cancelamento de 253 mil benefícios, Rio de Janeiro, 141 mil e Bahia, 133 mil. Os três foram os maiores afetados.

Agora, no país inteiro, desde 24 de fevereiro, 1,4 milhão de cadastros passaram por cancelamento, sob a justificativa de estarem acima do limite de renda estabelecido pelo governo. No entanto, é possível que cancelem os benefícios de ainda mais famílias até o fim do ano.

Por que tantos cadastros bloqueados?

Segundo a Senarc, haverá um “fortalecimento” no processo de averiguação, garantindo, ainda, aos municípios que retomarem com esta função, um aporte de R$200 milhões.

Isso porque, em 2022, o pagamento indevido custou aproximadamente R$3,8 bilhões à União, com mais de 2,2 milhões de beneficiários recebendo o Bolsa Família de maneira irregular.

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Entre os principais motivos, o Governo indica:

  • Interrupção da averiguação cadastral, por conta da pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021;
  • Não-informação de renda registrada em outras bases de dado.

Por fim, como o método utilizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) considera apenas a autodeclaração do Cadastro Único, podem existir falhas no encontro de informações do Bolsa Família com outros órgãos de pagamento.

Imagem: Sidney de Almeida / shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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