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Manipulação de jogos: ‘é necessário criação de regras’, aponta advogado

Especialistas apontam a necessidade de regulamentação do setor. Confira aqui os nomes dos envolvidos na manipulação de jogos.

Cesar PasquarelliPor Cesar Pasquarelli2 min de leitura
Futebol

As recentes fraudes no futebol brasileiro trouxeram à tona a necessidade de uma regulamentação mais abrangente das apostas esportivas no país. Embora a autorização para essa modalidade tenha sido concedida em 2018, as descobertas do Ministério Público de Goiás reacenderam o debate sobre a manipulação de jogos.

Diante desse cenário, o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, professor da Universidade de São Paulo (USP), ressalta a importância da intervenção estatal. Para o docente, estabelecer regras claras e mecanismos de prevenção é essencial para combater a manipulação de jogos e assegurar a integridade das competições esportivas.

A necessidade de regras claras e dispositivos de prevenção

De acordo com Bottini, a existência de casos de manipulação de jogos exige a intervenção do Estado, por meio da criação de regras precisas e dispositivos efetivos de prevenção.

Portanto, a regulamentação do setor deve abordar a educação de atletas e dirigentes, além de fortalecer os mecanismos de fiscalização e monitoramento das atividades de apostas esportivas. O objetivo é evitar atividades fraudulentas, preservar a integridade das competições e garantir a confiança dos envolvidos no mercado de apostas.

Promovendo transparência e segurança no setor

Rafael Marcondes, diretor de Relações Governamentais da Associação Brasileira de Defesa da Integridade do Esporte, destaca que as empresas de apostas já realizam ações de checagem para prevenir atividades fraudulentas.

No entanto, ele ressalta a importância de uma regulamentação abrangente que estabeleça regras claras para as empresas seguirem, evitando atuações isoladas. Além disso, reforçar uma regulamentação adequada fortalecerá a transparência, segurança e confiabilidade do setor.

Logo, tais esforços proporcionarão um ambiente mais seguro para todos os envolvidos, desde os apostadores até os próprios atletas e dirigentes.

Jogadores envolvidos na manipulação de jogos

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Quinze atletas vão responder no tribunal por envolvimento em esquema de apostas em jogos das Séries A e B do Brasileirão. São eles:

  • Eduardo Bauermann (zagueiro, Santos);
  • Gabriel Tota (meia, Ypiranga-RS);
  • Paulo Miranda (zagueiro, sem clube);
  • Igor Cariús (lateral-esquerdo, Sport);
  • Victor Ramos (zagueiro, Chapecoense);
  • Fernando Neto (volante, São Bernardo);
  • Matheus Gomes (goleiro, sem clube);
  • Romário (ex-Vila Nova);
  • Joseph (Tombense);
  • Mateusinho (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Cuiabá);
  • Gabriel Domingos (Vila Nova);
  • Allan Godói (Sampaio Corrêa);
  • André Queixo (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Ituano);
  • Ygor Catatau (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Sepahan, do Irã);
  • Paulo Sérgio (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Operário-PR).

Se condenados, os acusados pela Operação Penalidade Máxima II podem receber punição de até 6 anos de prisão.

Imagem: Faizal Ramli/Shutterstock.com

Cesar Pasquarelli

Autor

Cesar Pasquarelli

20 anos, estudante de Publicidade e Propaganda e colaborador do Seu Crédito Digital.

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