A Mastercard está acelerando seu plano global para eliminar completamente o uso de senhas em transações digitais, e o Brasil deve ser um dos primeiros países a atingir essa transformação. Segundo Leonardo Linares, vice-presidente sênior de soluções para clientes da Mastercard no país, a previsão é de que esse novo ecossistema de autenticação esteja plenamente implementado até 2028, dois anos antes da meta global de 2030.
Senhas estão com dias contados: Mastercard prevê fim no Brasil até 2030
Mastercard prevê extinguir senhas no Brasil até 2028 com tokenização, Click to Pay e passkeys, prometendo mais segurança e rapidez.
A mudança, que se apoia em tokenização, Click to Pay e passkeys, promete inaugurar um ambiente financeiro mais seguro e fluido, reduzindo etapas e tirando do consumidor o peso de memorizar senhas.
Por que as senhas vão desaparecer
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A evolução dos meios de pagamento vem tornando cada vez mais evidente que senhas tradicionais já não atendem às necessidades de segurança, praticidade e experiência do consumidor moderno. Em uma jornada dominada pela biometria, autenticação por dispositivos pessoais e validações silenciosas, digitar vários números parece não apenas antiquado, mas também vulnerável.
O fim das senhas e a ascensão da autenticação invisível
Para a Mastercard, a eliminação das senhas não é uma possibilidade, mas um caminho inevitável. A empresa já está observando mudanças significativas dentro do seu próprio ecossistema no Brasil.
Tokenização: o primeiro pilar da transformação
A tokenização é o processo que substitui dados sensíveis — como o número real do cartão — por tokens criptografados. Esse mecanismo protege o usuário mesmo que uma base de dados seja violada.
Atualmente, mais da metade das transações com cartões Mastercard no Brasil já ocorre via tokens, segundo Linares. Isso demonstra a adesão crescente tanto de consumidores quanto de empresas.
Benefícios da tokenização
- Impede que criminosos utilizem dados capturados ilegalmente.
- Reduz fraudes e chargebacks.
- Permite um pagamento mais simples e seguro no e-commerce.
- Facilita compras rápidas, mesmo em ambientes pouco familiarizados com dados do consumidor.
Click to Pay: pagamento em um único clique
O Click to Pay, tecnologia que permite pagamentos com apenas um clique, é o segundo pilar da empresa para acabar com as senhas. A função já ganhou força no Brasil, com parceiros como McDonald’s e Sympla utilizando a solução.
Para que o recurso funcione, o usuário precisa apenas cadastrar uma credencial tokenizada. Depois disso, a transação pode ser concluída rapidamente, sem redigitar informações ou autenticações repetitivas.
Como funciona o Click to Pay
- O cartão fica armazenado como token, e não como número.
- O usuário não preenche mais formulários a cada compra.
- A autenticação é feita no dispositivo e ocorre de forma silenciosa.
- A biometria pode ser integrada sem necessidade de senha adicional.
Passkeys: o pilar mais novo, mas crucial
O terceiro pilar que deve enterrar de vez as senhas é a adoção de passkeys, um padrão que utiliza biometria ou PIN do próprio dispositivo do consumidor para autenticação online.
As passkeys estão se tornando padrão global, impulsionadas por grandes empresas de tecnologia, e começam a ganhar tração no Brasil. A Mastercard vê esse recurso como o caminho para que o consumidor finalize uma compra com a mesma facilidade de desbloquear o celular.
Formas de autenticação via passkey
- Impressão digital
- Reconhecimento facial
- PIN do dispositivo
- Comprovação de posse do aparelho
O papel dos parceiros e os testes em andamento
A jornada até um ecossistema 100% livre de senhas envolve diversas empresas de tecnologia e soluções digitais. A Bemobi, por exemplo, é um dos parceiros da Mastercard na fase de testes das novas iniciativas.
Em apresentações no MobiMeeting Finance+ID 2025, o CTO e CPO da empresa, Felipe Goldin, reforçou o impacto positivo da integração e como a experiência do usuário deve se tornar mais simples e segura.
Por que o fim das senhas importa para o Brasil
O Brasil é um dos países mais engajados em pagamentos digitais no mundo, impulsionado pelo Pix, carteiras digitais e rápida adesão a novas tecnologias. Isso abre espaço para que a Mastercard avance de maneira acelerada.
Impactos diretos para o consumidor
A substituição das senhas tradicionais deve trazer ao público uma série de benefícios.
Mais segurança
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+311 mil seguidores
As fraudes digitais são cada vez mais sofisticadas, e dados sensíveis são alvos constantes. A autenticação biométrica reduz drasticamente riscos como:
- Roubo de senha
- Engenharia social
- Phishing
- Senhas fracas repetidas em vários sites
Mais agilidade nas compras
Com autenticação simplificada, o processo se torna quase automático:
- Menos etapas
- Menos falhas
- Menos abandono de carrinho no e-commerce
Maior inclusão digital
Pessoas com dificuldade em memorizar senhas ou com baixa familiaridade tecnológica passam a ter mais autonomia em transações digitais.
FAQ – Perguntas e respostas
1. Quando as senhas devem acabar no Brasil segundo a Mastercard?
A Mastercard estima que as senhas deixarão de ser usadas no Brasil até 2028, antecipando a meta global prevista para 2030.
2. Qual é o principal pilar para substituir as senhas?
O principal pilar é a tokenização, que já representa mais de metade das transações feitas com cartões Mastercard no país.
3. Como funciona o Click to Pay?
O Click to Pay permite ao consumidor pagar com apenas um clique usando uma credencial tokenizada previamente cadastrada, dispensando o uso de senhas.
Considerações finais
O plano da Mastercard para eliminar o uso de senhas até 2028 no Brasil marca uma mudança profunda no sistema de pagamentos. Com tokenização consolidada, Click to Pay em expansão e passkeys em crescente adoção, o consumidor deve viver uma experiência de compras mais segura, rápida e intuitiva — sem precisar memorizar combinações numéricas.
A transformação depende, acima de tudo, do engajamento do público e da adaptação do mercado. Mas, com o ecossistema favorável e a confiança do setor, a era pós-senha está cada vez mais próxima de se tornar realidade.
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