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McDonald’s nos EUA anuncia salário mínimo e rompe parceria com associação

McDonald’s anuncia pagamento do salário mínimo federal a todos os funcionários e se afasta da NRA devido a divergências.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Na imagem, placa do Drive Thru do McDonald's.

O McDonald’s anunciou que todos os seus restaurantes nos Estados Unidos deverão pagar o salário mínimo federal de US$ 7,25 por hora a todos os funcionários, inclusive aqueles que recebem gorjetas.

O objetivo é criar um modelo de pagamento justo e uniforme, reduzir a pobreza entre trabalhadores e combater a rotatividade sem impactar negativamente os empregos. A iniciativa também reforça o apoio da empresa a grupos trabalhistas, como o One Fair Wage, e sinaliza uma tendência de mudanças estratégicas que podem influenciar outras redes de restaurantes nos Estados Unidos.

CEO defende salário mínimo unificado

Fachada de restaurante do McDonald's
Imagem: 8th.creator / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Chris Kempczinski, CEO da empresa, afirmou que o pagamento diferenciado para trabalhadores que recebem gorjetas cria uma “competição desigual”.

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Benefícios da política para trabalhadores

Segundo Kempczinski, a adoção de um salário unificado pode reduzir a pobreza e a rotatividade sem causar perda de empregos. Além disso, reforça a igualdade salarial, evitando que funcionários dependam de recompensas individuais.

Apoio a grupos trabalhistas

A decisão alinha a empresa a organizações como o One Fair Wage, que critica o salário mínimo reduzido para trabalhadores que recebem gorjetas, considerado “indefensável”.

Saída da National Restaurant Association

A NRA se opõe ao aumento do salário mínimo e à eliminação do valor reduzido para trabalhadores que recebem gorjetas. Para o McDonald’s, essa posição é incompatível com sua visão de remuneração, motivando a decisão de romper a parceria.

Impacto da legislação recente

A legislação de julho de 2025, que isenta de impostos as gorjetas, beneficia apenas restaurantes que dependem desse sistema, como Chili’s e IHOP, criando vantagem financeira para esses concorrentes.

Pressão do mercado e movimentações salariais

O McDonald’s enfrenta queda nas vendas no primeiro trimestre de 2025, com recuo de 3,6% motivado por inflação, aumento de preços no menu e competição de redes como Chick-fil-A, Texas Roadhouse e Longhorn Steakhouse.

Histórico de aumentos salariais

Em 2021, a empresa já havia aumentado salários em lojas corporativas em cerca de 10%, com trabalhadores de nível inicial recebendo entre US$ 11 e US$ 17 por hora, e gerentes entre US$ 15 e US$ 20. A empresa incentiva os franqueados — responsáveis por 95% das lojas — a seguir o mesmo padrão.

Movimentos trabalhistas influenciam decisão

Campanhas como o Fight for $15, que pressionam pelo aumento do salário mínimo desde 2012, também impactam a política da empresa.

Consumidores e “tip fatigue”

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A insatisfação de clientes com a obrigação de dar gorjetas, conhecida como tip fatigue, também contribui para a discussão sobre políticas salariais. O McDonald’s, ao eliminar gorjetas, busca simplificar a experiência do cliente e garantir remuneração justa aos funcionários.

Perspectivas e próximos passos

fachada de um estabelecimento do McDonald's
Imagem: ATIKAN PORNCHAIPRASIT / ShutterStock

Além disso, pode pressionar outras redes a adotar políticas semelhantes, criando padrões mais justos no setor de fast-food nos Estados Unidos.

FAQ – McDonald’s EUA e salário mínimo

1. O McDonald’s aceita gorjetas?
Não. A empresa promove um modelo em que o pagamento não depende de gorjetas e incentiva doações para instituições de caridade.

2. Essa medida afetará franqueados?
A empresa incentiva os franqueados a seguir o padrão de salário mínimo federal, embora 95% das lojas sejam franqueadas.

Considerações finais

Além disso, a política reforça o compromisso da rede com remuneração justa e previsível, eliminando a dependência de gorjetas e incentivando práticas de responsabilidade social, como o apoio à Ronald McDonald House Charities. Ao mesmo tempo, a saída da NRA evidencia que divergências sobre políticas salariais podem impactar alianças tradicionais no setor.

Por fim, a iniciativa do McDonald’s pode servir como exemplo para outras redes de fast-food, estimulando discussões sobre salários mínimos unificados, redução da pobreza entre trabalhadores e aprimoramento das condições de trabalho nos Estados Unidos. A medida sugere que o futuro da remuneração no setor não dependerá apenas das legislações estaduais ou federais, mas também de decisões estratégicas das próprias empresas.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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