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MEC relança programa encerrado por Bolsonaro

A volta desse programa vai garantir uma inclusão a vários grupos de pessoas, veja se você está incluso em algum deles.

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Mulher jovem olhando em direção à câmera e comemorando, com celular na mão

Em 2013, o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento foi instituído com o objetivo de incluir uma parte da população no meio acadêmico. Nesse sentido, o público alvo dessa iniciativa eram os grupos étnicos pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

Além dos grupos mencionados, a população do campo e estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades também eram alcançados pela iniciativa. No entanto, durante a gestão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, o programa de inclusão foi encerrado. 

Recentemente, o Programa de Desenvolvimento Acadêmico foi relançado pelo Ministério da Educação (MEC). Sendo assim, esse público terá novamente a oportunidade de se qualificar em universidades, instituições de educação profissional e tecnológica e centros de pesquisa de excelência.

Programa de Desenvolvimento Acadêmico se expande a nível internacional

Essas oportunidades não são válidas somente para instituições no Brasil, pois, por meio de bolsas, haverá oportunidades em unidades de ensino fora do país. Além disso, o programa promoverá projetos de pesquisa, estudos, treinamentos e capacitação.

Nesse sentido, essas atividades estarão relacionadas à promoção e valorização da igualdade racial, cultura e línguas indígenas, acessibilidade e inclusão e ações afirmativas para minorias. Além disso, a História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena serão difundidas.

Como o programa será gerido no governo Lula?

A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), junto com a  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) será responsável pela gestão do novo modelo do programa.

Em breve, 130 alunos de São Paulo e Rio de Janeiro terão um encontro decisivo com o Ministro da Educação, Camilo Santana. A comitiva de estudantes planeja apresentar uma carta detalhando reivindicações relacionadas às disparidades em nossas instituições de ensino.

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Este importante encontro é uma iniciativa organizada pela União de Núcleos de Educação Popular para Negras e Classe Trabalhadora (UNEafro), integrando a agenda da 1ª Jornada UNEafro-Br pela Equidade Racial na Educação. A reunião está agendada para acontecer na sede da Capes, em Brasília.

Entre as várias solicitações dos estudantes, destaca-se a demanda pela criação de um Programa Nacional de Equidade Racial na Educação Básica. Este programa visa a inclusão de estudantes negros e o combate à evasão escolar, abordando duas questões urgentes em nosso sistema educacional.

Imagem: Oleksii Didok/shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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