É comum comparar o próprio salário com o de colegas, amigos ou familiares da mesma idade e se perguntar: será que estou ganhando menos do que deveria?
Quanto você deveria ganhar na sua idade? Veja a média salarial por faixa etária
Veja a média salarial por faixa etária no Brasil, entenda por que os rendimentos mudam ao longo da carreira e o que influencia o seu salário.
Embora não exista um valor ideal para cada faixa etária, estudos mostram que os rendimentos costumam seguir um padrão ao longo da vida profissional. Em geral, os salários aumentam conforme o trabalhador ganha experiência, atingem o pico na meia-idade e tendem a diminuir nos anos seguintes.
Ainda assim, especialistas alertam que idade é apenas um dos fatores que influenciam a remuneração. Escolaridade, profissão, região onde a pessoa trabalha e o tipo de vínculo empregatício podem fazer uma diferença significativa.
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Qual é a média salarial por idade?

Um levantamento divulgado por Eric Quintella, fundador da ProftLab, estimou a remuneração média dos trabalhadores brasileiros de acordo com a faixa etária.
Confira os valores:
| Faixa etária | Salário médio mensal |
|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 1.800 |
| 25 a 34 anos | R$ 2.700 |
| 35 a 44 anos | R$ 3.600 |
| 45 a 54 anos | R$ 3.900 |
| 55 a 64 anos | R$ 3.500 |
| 65 anos ou mais | R$ 2.200 |
Os números representam estimativas gerais e não significam que todos os profissionais dessa idade recebam exatamente esses valores.
Por que os salários costumam aumentar com a idade?
O crescimento da renda ao longo da carreira está relacionado, principalmente, ao acúmulo de experiência profissional.
Com o passar dos anos, muitos trabalhadores:
- adquirem novas habilidades;
- conquistam promoções;
- assumem cargos de liderança;
- tornam-se especialistas em suas áreas;
- ampliam sua rede de contatos profissionais.
Esses fatores costumam resultar em salários mais elevados.
Por que a renda diminui depois dos 55 anos?
Após atingir o pico da carreira, a média salarial tende a cair.
Isso acontece por diversos motivos, entre eles:
- aposentadoria parcial ou definitiva;
- redução voluntária da jornada de trabalho;
- migração para funções menos exigentes;
- atuação como profissional autônomo;
- diminuição da participação no mercado de trabalho.
Como consequência, a renda média da população nessa faixa etária acaba sendo menor.
O que dizem os dados do IBGE?
Além das estimativas por idade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acompanha oficialmente os rendimentos da população ocupada.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada por meio da tabela 5437 do SIDRA, o rendimento real habitual médio dos trabalhadores brasileiros foi de R$ 3.225 em 2024.
Esse levantamento considera:
- trabalhadores com carteira assinada;
- servidores públicos;
- empregados sem carteira;
- trabalhadores por conta própria;
- empregadores;
- trabalhadores domésticos.
Ou seja, oferece uma visão ampla do mercado de trabalho brasileiro.
A informalidade também influencia os salários
Outro dado importante do IBGE é que aproximadamente 39% dos trabalhadores brasileiros estavam na informalidade em 2024.
Em muitos casos, profissionais informais apresentam rendimentos mais instáveis, sem benefícios trabalhistas como férias remuneradas, décimo terceiro salário e FGTS.
Essa característica também interfere na média nacional de rendimentos.
Onde os salários são maiores?
O local onde a pessoa trabalha exerce grande influência sobre a remuneração.
Segundo o IBGE:
- Distrito Federal apresentou rendimento médio de aproximadamente R$ 5.043;
- Maranhão registrou média de cerca de R$ 2.049.
Essa diferença demonstra que o custo de vida, a concentração de empregos qualificados e o desenvolvimento econômico regional impactam diretamente os salários.
A idade determina quanto você deve ganhar?
Não.
Embora exista uma tendência de crescimento da renda ao longo da carreira, a idade está longe de ser o único fator responsável pelo salário.
Também influenciam:
Escolaridade
Profissionais com maior nível de formação costumam ter acesso a vagas com remuneração mais elevada.
Profissão
Algumas carreiras possuem salários naturalmente superiores devido à demanda por mão de obra especializada.
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Experiência
Tempo de atuação e conhecimento técnico continuam sendo fatores valorizados pelas empresas.
Região
Mercados mais aquecidos costumam oferecer melhores salários.
Jornada de trabalho
Quem trabalha em tempo parcial ou possui múltiplas fontes de renda pode apresentar resultados bastante diferentes da média.
Tipo de vínculo
Empregados formais, autônomos, empresários e servidores públicos possuem estruturas salariais distintas.
Comparar salários sempre faz sentido?

Nem sempre.
Comparações feitas apenas com base na idade podem gerar interpretações equivocadas.
Duas pessoas de 35 anos, por exemplo, podem apresentar rendimentos completamente diferentes devido à formação, área de atuação, cidade onde vivem ou tempo de experiência.
Por isso, especialistas recomendam utilizar essas médias apenas como referência, sem tratá-las como uma regra absoluta.
Como aumentar a renda ao longo da carreira?
Embora cada trajetória profissional seja diferente, algumas estratégias costumam contribuir para melhores salários:
- investir em qualificação profissional;
- desenvolver novas competências técnicas;
- buscar certificações reconhecidas pelo mercado;
- ampliar a experiência prática;
- construir uma boa rede de contatos profissionais;
- acompanhar as tendências da área de atuação.
Esses fatores podem aumentar a competitividade do trabalhador e abrir oportunidades para cargos mais bem remunerados.
A média salarial é apenas um ponto de referência
Os dados mostram que os rendimentos costumam crescer conforme a experiência profissional aumenta, alcançando o maior patamar entre 45 e 54 anos antes de apresentarem redução nas faixas etárias seguintes.
No entanto, a remuneração de cada trabalhador depende de uma combinação de fatores que vai muito além da idade. Escolaridade, profissão, localização, experiência e tipo de vínculo empregatício continuam sendo determinantes para definir quanto cada pessoa pode ganhar ao longo da vida profissional.
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