O Microempreendedor Individual (MEI) tem se consolidado como uma excelente opção para formalizar pequenos negócios no Brasil. Com a simplicidade no processo de abertura, custos reduzidos e menos burocracia, esse regime permite que o empreendedor tenha um CNPJ, acesse benefícios previdenciários e facilite a emissão de notas fiscais.
MEI: Qual é a consequência de ultrapassar o teto de faturamento?
Descubra o que ocorre quando o MEI ultrapassa o limite de faturamento de R$ 81 mil em 2024, as consequências fiscais e como regularizar a situação. Evite multas e problemas com a Receita Federal
No entanto, como qualquer outro regime tributário, o MEI possui regras claras que devem ser seguidas.
Um dos principais requisitos do MEI é o limite de faturamento, que em 2024 é de R$ 81 mil por ano. Caso esse teto seja ultrapassado, o microempreendedor pode enfrentar uma série de complicações e consequências fiscais. Portanto, é essencial que o empreendedor compreenda as implicações desse limite e como evitar problemas com o fisco.
Leia mais: Qual vai ser o teto de faturamento dos MEIs em 2025? Confira
O Que é o Limite de Faturamento do MEI em 2024?
O Microempreendedor Individual (MEI) é uma modalidade simplificada de pessoa jurídica criada para beneficiar os pequenos empreendedores. Em 2024, o limite de faturamento do MEI foi fixado em R$ 81.000,00 por ano. Isso significa que o total de vendas ou receitas do microempreendedor, somando todas as suas atividades durante o ano, não pode ultrapassar esse valor.
Se o faturamento ultrapassar o limite de R$ 81 mil, o empreendedor deixará de ser considerado MEI e terá que alterar sua categoria tributária para outro regime, como o Simples Nacional, Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), dependendo do seu faturamento.

Consequências do Ultrapassagem do Limite de Faturamento do MEI
Quando o MEI ultrapassa o limite de faturamento, ele enfrenta algumas consequências fiscais, administrativas e operacionais. Conheça os principais impactos:
1. Desenquadramento Automático do Regime MEI
A primeira consequência é o desenquadramento automático do regime MEI. Ou seja, o MEI perde o direito de ser enquadrado como Microempreendedor Individual, obrigando-o a mudar para outro regime tributário. Isso ocorre assim que o faturamento anual excede o limite de R$ 81 mil.
Após o desenquadramento, o microempreendedor deverá adotar um novo regime tributário, como o Simples Nacional ou até mesmo o Lucro Presumido, dependendo de seu faturamento e da atividade da empresa.
2. Necessidade de Escolher um Novo Regime Tributário
Ao ultrapassar o limite de faturamento do MEI, o empreendedor precisa escolher um novo regime tributário. As opções mais comuns são:
- Simples Nacional: Ideal para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, o Simples Nacional oferece um sistema de tributação simplificado com alíquotas reduzidas;
- Lucro Presumido: Caso o faturamento da empresa seja maior que R$ 4,8 milhões, o empreendedor pode ser obrigado a mudar para o regime do Lucro Presumido, que exige mais formalidades contábeis e fiscais.
3. Pagamento de Multas e Juros
Além de mudar de regime tributário, o MEI que ultrapassar o limite de faturamento terá que regularizar a sua situação fiscal. Ele precisará pagar os impostos relacionados ao excedente, com acréscimo de juros e multas.
Isso inclui a guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que será emitida com o valor do imposto devido para o período que excedeu o limite de R$ 81 mil. A multa por desenquadramento do MEI pode ser significativa e impactar o fluxo de caixa da empresa.
4. Aumento na Burocracia e Obrigações Acessórias
Ao ultrapassar o limite de faturamento e sair do regime MEI, o empresário terá que lidar com uma série de obrigações fiscais e contábeis adicionais. Isso inclui a emissão de notas fiscais, escrituração contábil, declarações fiscais periódicas, entre outras.
Essas novas obrigações podem demandar mais tempo e recursos, além de possivelmente exigir a contratação de contadores ou serviços especializados.
O Que Acontece Quando o MEI Ultrapassa o Limite em Até 20%?
O MEI tem uma margem de tolerância de até 20% sobre o limite de faturamento estabelecido. Ou seja, se o faturamento ultrapassar os R$ 81 mil, mas não exceder R$ 97,2 mil (20% a mais), o empreendedor ainda pode continuar como MEI, mas precisará regularizar a situação de forma específica.
Regularização com a Guia DAS
Se o faturamento do MEI ficar dentro dessa faixa (de R$ 81.000,00 a R$ 97.200,00), o empreendedor pode continuar emitindo a guia DAS até o final do ano. No entanto, ele terá que pagar uma guia complementar para regularizar o valor excedente ao limite.
É importante destacar que, nesse caso, o empreendedor também precisa solicitar o desenquadramento como MEI e providenciar a migração para outro regime tributário, como o Simples Nacional.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O Que Fazer em Caso de Ultrapassagem Superior a 20%?
Se o faturamento do MEI ultrapassar o limite de R$ 81 mil em mais de 20% (ou seja, exceder R$ 97,2 mil), a exclusão do regime MEI será automática. Nesse cenário, o empreendedor não poderá mais emitir a DAS como MEI e deverá regularizar a situação imediatamente.
A exclusão automática significa que a Receita Federal tomará providências fiscais, e o MEI estará sujeito a multas e encargos pela não regularização do desenquadramento.

Como Evitar Problemas com o Limite de Faturamento do MEI?
Para evitar os problemas causados pelo ultrapassagem do limite de faturamento, o microempreendedor deve adotar algumas estratégias de controle financeiro e planejamento. Veja algumas dicas:
1. Acompanhamento Contínuo do Faturamento
O MEI deve controlar cuidadosamente o seu faturamento mensal e realizar uma projeção anual para não ultrapassar o limite de R$ 81 mil. O controle pode ser feito com o uso de softwares de gestão ou planilhas de controle financeiro.
2. Antecipação de Ajustes no Regime Tributário
Caso perceba que o faturamento está se aproximando do limite de R$ 81 mil, o MEI pode começar a estudar a migração para o Simples Nacional ou outro regime tributário, antes de ser excluído do MEI.
3. Emissão de Notas Fiscais e Declaração Anual
Manter a emissão regular de notas fiscais e realizar a Declaração Anual do MEI (DASN-SIMEI) são essenciais para garantir que o MEI esteja em conformidade com as obrigações fiscais e evitar problemas com o fisco.
Imagem: Shutterstock e Freepik – Edição: Seu Crédito Digital
Pode ser do seu interesse:
