O Microempreendedor Individual (MEI) é uma modalidade criada para formalizar pequenos empreendedores brasileiros, oferecendo benefícios como acesso ao INSS, emissão de notas fiscais e possibilidade de contratar um funcionário. No entanto, para permanecer enquadrado nesse regime, o empreendedor deve cumprir algumas exigências, sendo a principal delas o limite de faturamento anual de R$ 81 mil.
MEI: entenda a consequência de ultrapassar o teto de faturamento
Saiba o que acontece quando o MEI ultrapassa o limite de faturamento anual de R$ 81 mil. Veja as consequências e como regularizar a situação.
Mas o que acontece quando esse limite é ultrapassado? Neste artigo, vamos explicar em detalhes as consequências, as penalidades e as formas de regularizar a situação.
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Entenda o que é ser MEI

O regime MEI foi instituído em 2008 com o objetivo de tirar milhões de trabalhadores da informalidade. O modelo permite que o empreendedor registre um CNPJ, tenha acesso a benefícios previdenciários e possa emitir notas fiscais.
Principais vantagens de ser MEI
- Contribuição reduzida ao INSS;
- Direito à aposentadoria e auxílio-doença;
- Possibilidade de contratar um funcionário com encargos simplificados;
- Acesso a crédito com melhores condições;
- Emissão de notas fiscais.
Porém, para ter acesso a todas essas vantagens, o empreendedor precisa respeitar os requisitos estabelecidos pela legislação.
Quais são os requisitos para ser MEI?
Além do limite de faturamento, existem outras condições para se tornar um Microempreendedor Individual:
- Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano (ou proporcional aos meses de atividade no ano de abertura);
- Não participar como sócio ou titular em outra empresa;
- Exercer apenas atividades permitidas pela categoria MEI.
O que acontece se o MEI ultrapassar o limite de faturamento?
Ao ultrapassar o limite anual de R$ 81 mil, o MEI pode sofrer duas situações diferentes, dependendo do percentual excedido.
Ultrapassagem de até 20% do limite
Se o excesso for de até 20%, o empreendedor precisará pagar uma DAS Complementar, que corresponde à diferença de impostos que deveria ter sido recolhida como Microempresa (ME) ao longo do ano. Neste caso:
- O MEI será desenquadrado a partir do ano seguinte;
- Haverá necessidade de recolher o valor da diferença tributária;
- O empreendedor deverá migrar para o regime de Microempresa (ME).
Ultrapassagem acima de 20% do limite
Se o faturamento exceder mais de 20% do teto:
- O desenquadramento do MEI será retroativo ao início do ano em que o limite foi ultrapassado;
- O empreendedor precisará recolher todos os tributos como ME desde janeiro daquele ano, com possíveis multas e juros;
- A mudança de categoria deverá ocorrer imediatamente.
Quais as opções após o desenquadramento?
Depois de desenquadrado, o empreendedor deverá escolher entre dois novos regimes tributários:
- Microempresa (ME): faturamento de até R$ 360 mil por ano;
- Empresa de Pequeno Porte (EPP): faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.
Essa transição exige o cumprimento de novas obrigações fiscais e contábeis, como a entrega de declarações acessórias e o pagamento de impostos via Simples Nacional ou Lucro Presumido.
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Projeto de Lei pode aumentar o limite do MEI
Em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, de autoria do Senador Jayme Campos, propõe aumentar o teto de faturamento para o MEI de R$ 81 mil para R$ 144 mil por ano.
Além disso, o PLP sugere ampliar o número de funcionários permitidos de um para dois empregados, o que pode representar um avanço significativo para os pequenos empreendedores.
O projeto também prevê mudanças para as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte:
- ME: de R$ 360 mil para R$ 869 mil;
- EPP: de R$ 4,8 milhões para R$ 8,6 milhões.
Contudo, essas alterações ainda aguardam aprovação no Congresso Nacional e, por enquanto, o limite oficial do MEI permanece em R$ 81 mil.
Como evitar problemas com o faturamento?

Para não ser pego de surpresa, o MEI deve realizar um controle rigoroso das receitas mensais. Acompanhar o faturamento ao longo do ano permite planejar melhor a transição de regime, se for necessário.
Outra dica importante é manter um contador de confiança que possa orientar sobre os próximos passos caso o limite seja ultrapassado.
Conclusão
Ultrapassar o limite de faturamento do MEI não significa o fim do negócio, mas exige atenção e responsabilidade do empreendedor. Entender as regras e agir rapidamente pode evitar multas mais severas e garantir uma transição tranquila para um novo regime tributário.
Enquanto o aumento do teto de faturamento não é aprovado, é essencial acompanhar de perto os números do negócio e buscar orientação contábil sempre que necessário.
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