O Brasil tem presenciado um crescimento expressivo no número de Microempreendedores Individuais (MEIs) nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de MEIs aumentou 18% entre 2021 e 2022, saltando de 13,1 milhões para 14,6 milhões.
Mais de 2 milhões de microempreendedores individuais estão inscritos no Bolsa Família!
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Dentre esses, mais de 2 milhões estão inscritos no programa Bolsa Família, revelando um cenário complexo que une empreendedorismo e assistência social. Continue a leitura para mais informações!
O Crescimento dos MEIs no Brasil
Nos últimos anos, o Brasil registrou um aumento significativo no número de microempreendedores individuais. Esse crescimento é reflexo de diversas mudanças no mercado de trabalho, incluindo a busca por alternativas de renda em meio à crise econômica e à pandemia de COVID-19.
O empreendedorismo por necessidade, em que indivíduos sem acesso a empregos formais decidem abrir pequenos negócios, tornou-se uma solução para muitos.
Perfil dos MEIs no Brasil
Segundo dados do IBGE, a maior parte dos MEIs está localizada na região Sudeste, composta predominantemente por homens com idade média de 40 anos, e mais de 38% realizam suas atividades a partir de casa. As ocupações mais comuns entre esses microempreendedores envolvem serviços como cabeleireiro e tratamentos de beleza, que representaram 9% do total de MEIs em 2022.
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MEIs e o Cadastro Único

Dos 14,6 milhões de MEIs registrados em 2022, 4,1 milhões estavam inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), uma ferramenta do governo federal que identifica famílias de baixa renda para acesso a programas sociais. Dentre esses, pouco mais da metade, equivalente a 2,1 milhões, era beneficiária do Bolsa Família, anteriormente denominado Auxílio Brasil.
Distribuição Geográfica
A concentração de MEIs inscritos no CadÚnico varia de acordo com a região do país. Estados como Bahia, Ceará e Sergipe, seguidos por Piauí e Amapá, têm os maiores números de microempreendedores registrados no programa. Já os estados com menor número de registros incluem Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
MEIs no Bolsa Família: Situação Regular e Benefícios
A inscrição de MEIs no Bolsa Família não é irregular. De fato, as regras do programa permitem que microempreendedores individuais sejam beneficiários, desde que a renda familiar não ultrapasse o limite de R$ 218 por pessoa.
O Sebrae explica que o benefício pode ser cortado apenas se a renda da família ultrapassar esse limite, mas mesmo nesse caso, a família ainda pode receber uma parte do Bolsa Família, conforme a Regra de Proteção.
Regra de Proteção
Essa regra estabelece que, se ao se registrar como MEI ou conseguir um emprego formal, a renda familiar ultrapassar o limite de R$ 218 por pessoa, mas permanecer abaixo de meio salário mínimo (R$ 706 em 2024), a família beneficiária continuará a receber metade do pagamento do Bolsa Família por um período de 24 meses.
O Impacto do Empreendedorismo por Necessidade
O aumento no número de MEIs está fortemente ligado ao empreendedorismo por necessidade. Durante a pandemia, muitas pessoas que perderam seus empregos formais ou não conseguiram se inserir no mercado de trabalho optaram por se formalizar como microempreendedores. Isso inclui desde a abertura de pequenas lojas até a oferta de serviços como manicure, cuidador e outros.
Renda Média dos MEIs
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O estudo do IBGE revelou que, em 2022, o rendimento médio mensal dos MEIs inscritos no Cadastro Único era de R$ 1.699. Já os beneficiados pelo Bolsa Família tinham uma renda mensal média de R$ 1.506, um valor relativamente próximo ao salário mínimo da época, que era de R$ 1.212.
Desafios e Oportunidades

Apesar do crescimento no número de MEIs, esses microempreendedores enfrentam desafios significativos, incluindo acesso limitado a crédito, alta carga tributária e falta de conhecimento em gestão de negócios.
Contudo, o status de MEI também oferece oportunidades, como acesso a benefícios previdenciários e a possibilidade de formalização de negócios, o que pode gerar mais estabilidade econômica.
A Formalização como Caminho para a Inclusão Social
A formalização dos microempreendedores através do MEI não só oferece benefícios como cobertura previdenciária, mas também possibilita o acesso a linhas de crédito específicas e a participação em licitações públicas. Esses fatores são essenciais para promover a inclusão social e econômica de milhares de brasileiros que, de outra forma, estariam à margem da economia formal.
Considerações Finais
O crescimento dos MEIs no Brasil, especialmente entre os beneficiários do Bolsa Família, revela um cenário de resiliência e adaptação. Enquanto a formalização como MEI oferece uma saída para a falta de empregos formais, a dependência do Bolsa Família indica que muitos desses microempreendedores ainda enfrentam desafios econômicos significativos.
A continuidade e o aperfeiçoamento de políticas públicas que apoiem esses microempreendedores são essenciais para garantir que eles sobrevivam e prosperem em um ambiente econômico cada vez mais competitivo.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com
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