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Mais de 2 milhões de microempreendedores individuais estão inscritos no Bolsa Família!

Saiba mais sobre como mais de 2 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil estão inscritos no Bolsa Família!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo5 min de leitura
Celular com o aplicativo do MEI aberto, uma calculadora ao lado e um caderno sobre uma mesa.

O Brasil tem presenciado um crescimento expressivo no número de Microempreendedores Individuais (MEIs) nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de MEIs aumentou 18% entre 2021 e 2022, saltando de 13,1 milhões para 14,6 milhões.

Dentre esses, mais de 2 milhões estão inscritos no programa Bolsa Família, revelando um cenário complexo que une empreendedorismo e assistência social. Continue a leitura para mais informações!

O Crescimento dos MEIs no Brasil

Nos últimos anos, o Brasil registrou um aumento significativo no número de microempreendedores individuais. Esse crescimento é reflexo de diversas mudanças no mercado de trabalho, incluindo a busca por alternativas de renda em meio à crise econômica e à pandemia de COVID-19.

O empreendedorismo por necessidade, em que indivíduos sem acesso a empregos formais decidem abrir pequenos negócios, tornou-se uma solução para muitos.

Perfil dos MEIs no Brasil

Segundo dados do IBGE, a maior parte dos MEIs está localizada na região Sudeste, composta predominantemente por homens com idade média de 40 anos, e mais de 38% realizam suas atividades a partir de casa. As ocupações mais comuns entre esses microempreendedores envolvem serviços como cabeleireiro e tratamentos de beleza, que representaram 9% do total de MEIs em 2022.

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MEIs e o Cadastro Único

Celular sobre teclado branco, exibindo app do CadÚnico na tela
Imagem: Sidney de Almeida / Shutterstock.com

Dos 14,6 milhões de MEIs registrados em 2022, 4,1 milhões estavam inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), uma ferramenta do governo federal que identifica famílias de baixa renda para acesso a programas sociais. Dentre esses, pouco mais da metade, equivalente a 2,1 milhões, era beneficiária do Bolsa Família, anteriormente denominado Auxílio Brasil.

Distribuição Geográfica

A concentração de MEIs inscritos no CadÚnico varia de acordo com a região do país. Estados como Bahia, Ceará e Sergipe, seguidos por Piauí e Amapá, têm os maiores números de microempreendedores registrados no programa. Já os estados com menor número de registros incluem Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

MEIs no Bolsa Família: Situação Regular e Benefícios

A inscrição de MEIs no Bolsa Família não é irregular. De fato, as regras do programa permitem que microempreendedores individuais sejam beneficiários, desde que a renda familiar não ultrapasse o limite de R$ 218 por pessoa.

O Sebrae explica que o benefício pode ser cortado apenas se a renda da família ultrapassar esse limite, mas mesmo nesse caso, a família ainda pode receber uma parte do Bolsa Família, conforme a Regra de Proteção.

Regra de Proteção

Essa regra estabelece que, se ao se registrar como MEI ou conseguir um emprego formal, a renda familiar ultrapassar o limite de R$ 218 por pessoa, mas permanecer abaixo de meio salário mínimo (R$ 706 em 2024), a família beneficiária continuará a receber metade do pagamento do Bolsa Família por um período de 24 meses.

O Impacto do Empreendedorismo por Necessidade

O aumento no número de MEIs está fortemente ligado ao empreendedorismo por necessidade. Durante a pandemia, muitas pessoas que perderam seus empregos formais ou não conseguiram se inserir no mercado de trabalho optaram por se formalizar como microempreendedores. Isso inclui desde a abertura de pequenas lojas até a oferta de serviços como manicure, cuidador e outros.

Renda Média dos MEIs

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O estudo do IBGE revelou que, em 2022, o rendimento médio mensal dos MEIs inscritos no Cadastro Único era de R$ 1.699. Já os beneficiados pelo Bolsa Família tinham uma renda mensal média de R$ 1.506, um valor relativamente próximo ao salário mínimo da época, que era de R$ 1.212.

Desafios e Oportunidades

Quadradinhos de madeira com as letras "m", "e" e "i", formando a sigla MEI - Microempreendedor Individual MEIs
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Apesar do crescimento no número de MEIs, esses microempreendedores enfrentam desafios significativos, incluindo acesso limitado a crédito, alta carga tributária e falta de conhecimento em gestão de negócios.

Contudo, o status de MEI também oferece oportunidades, como acesso a benefícios previdenciários e a possibilidade de formalização de negócios, o que pode gerar mais estabilidade econômica.

A Formalização como Caminho para a Inclusão Social

A formalização dos microempreendedores através do MEI não só oferece benefícios como cobertura previdenciária, mas também possibilita o acesso a linhas de crédito específicas e a participação em licitações públicas. Esses fatores são essenciais para promover a inclusão social e econômica de milhares de brasileiros que, de outra forma, estariam à margem da economia formal.

Considerações Finais

O crescimento dos MEIs no Brasil, especialmente entre os beneficiários do Bolsa Família, revela um cenário de resiliência e adaptação. Enquanto a formalização como MEI oferece uma saída para a falta de empregos formais, a dependência do Bolsa Família indica que muitos desses microempreendedores ainda enfrentam desafios econômicos significativos.

A continuidade e o aperfeiçoamento de políticas públicas que apoiem esses microempreendedores são essenciais para garantir que eles sobrevivam e prosperem em um ambiente econômico cada vez mais competitivo.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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