Nos últimos meses, golpes envolvendo frutas, preços abusivos e um ambiente “intimidatório” começaram a ser relatados no Mercado Municipal de São Paulo, o Mercadão, considerado um dos principais pontos turísticos da cidade.
Mercadão cria regras polêmicas para acabar com o golpe da fruta
Mercadão idealizou regras polêmicas para dar fim de vez ao golpe da fruta, muito comum no local; entenda em detalhes.
Segundo relatos divulgados na internet, diversos clientes se sentiram coagidos a comprarem mais frutas do que gostariam. Além disso, alguns consumidores relataram que teriam sido ludibriados com a troca de preços na hora de pagar pelo produto.
O golpe, inclusive, seria aplicado com certa frequência em estrangeiros que não têm noção de qual é a média de preço dos alimentos.
Regras polêmicas do Mercadão
Com o objetivo de dar fim a essas situações, o Mercadão de São Paulo criou diversas regras para tentar criar um ambiente mais confortável de compra para os clientes. Por exemplo, foi proibido o uso de lâminas de metal — usadas para cortar os pedaços de fruta dados como cortesia, mas que muitas vezes eram enxergadas de forma “ameaçadora”.
Além disso, o Mercadão proibiu que diversos compradores abordem um mesmo cliente, temendo que a ação o deixe constrangido de alguma forma. A administração do estabelecimento comercial ainda instrui que nenhum dos vendedores chegue muito perto, com a recomendação de que a venda seja feita a um metro de distância.
Ainda de acordo com a administração, medidas estão sendo adotadas desde o ano passado, e o local continuará a agir para frear golpes. Desde fevereiro de 2022, não foram registradas novas denúncias envolvendo a compra de frutas no Mercadão.
“Esse golpe da fruta não pode existir. Tive que tomar medidas enérgicas, como interditar e multar barracas”, disse Aldo Bonametti, diretor-presidente da Mercado SP SPE S.A., à Folhapress.
Caso golpe continue, medidas drásticas serão adotadas
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Além das regras polêmicas citadas anteriormente, há ainda outra medida drástica para ser adotada. Caso o golpe da fruta continue, a administração tem o direito de não renovar os contratos de aluguel com os vendedores.
Vale lembrar que antes isso não era possível, no entanto, agora a administração do Mercadão de São Paulo tem o direito de não renovar as locações. Com a privatização do local, os proprietários das bancas se tornaram locatários, não tendo a confirmação de que poderão permanecer no mesmo ponto pelo tempo que quiserem.
“Hoje eu posso multar e até entrar com o despejo, dependendo da gravidade, mas daqui a um ano, eu vou renovar o contrato com quem eu quiser. Não vou deixar aqui quem está manchando. Eu não posso deixar essa pecha”, declarou Bonametti.
Imagem: Bee Bonnet / Shutterstock.com
