O Ibovespa opera em alta nesta segunda-feira (4), retomando o fôlego após duas sessões consecutivas de queda. O movimento acompanha o tom positivo das bolsas internacionais, impulsionado pela expectativa de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos após dados mais fracos do mercado de trabalho divulgados na última sexta-feira. Por volta das 11h30, o índice brasileiro subia 0,51%, aos 133.112 pontos.
Mercado ao vivo: acompanhe Ibovespa, dólar e juros em tempo real nesta segunda
Ibovespa volta a subir após duas quedas. Dólar, juros e bolsas internacionais reagem a dados fracos nos EUA.
A alta do dia é sustentada principalmente pelos papéis do Banco do Brasil (BBAS3), que sobem 3,22%, recuperando parte das perdas registradas na sexta-feira, quando caíram 6,85% em meio às preocupações com os resultados do segundo trimestre. O Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e Itaú Unibanco (ITUB4) também operam em alta.
Leia mais: Problema técnico derruba sinal do Ibovespa na B3
Expectativa por balanços e dados dos EUA movimenta os mercados

Investidores se preparam para uma semana intensa com a divulgação de balanços importantes. Estão previstos os resultados de empresas como Itaú, Petrobras, Suzano, Embraer, Braskem, GPA, B3, entre outras.
No cenário internacional, o foco está sobre os desdobramentos do mercado de trabalho norte-americano. O payroll divulgado na sexta-feira mostrou uma criação de vagas abaixo do esperado e elevação da taxa de desemprego, o que fortaleceu as apostas de que o Federal Reserve pode cortar juros em setembro. O CME FedWatch apontava 85% de probabilidade de redução da taxa básica de juros dos EUA.
O analista Adam Crisafulli, da Vital Knowledge, disse à CNBC: “Os mercados estão se recuperando após a queda pós-empregos, mas o sentimento mudou notavelmente na semana passada, com os investidores sendo forçados a confrontar dados econômicos estagflacionários e uma temporada de resultados com desempenho misto”.
Dólar em queda e juros futuros com alívio
O dólar comercial acompanha a tendência global de desvalorização da moeda norte-americana e recua 0,14%, cotado a R$ 5,53. No mercado futuro, a moeda também apresenta leve baixa.
Já os juros futuros operam com estabilidade ou leve queda. As taxas dos contratos DI para 2027 e 2028 estão em 14,20% e 13,52%, respectivamente, refletindo a expectativa de que o Banco Central brasileiro possa manter a Selic estável em 2025, conforme projeção do Boletim Focus.
Bolsas internacionais sobem com previsão de corte de juros
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em alta: Dow Jones +0,56%, S&P 500 +0,71% e Nasdaq +0,97%. O movimento é reflexo direto da expectativa de que o Federal Reserve inicie o ciclo de corte de juros para estimular a economia.
Na Europa, as principais bolsas também operam no azul: DAX (Alemanha) +1,26%, CAC 40 (França) +0,81%, FTSE MIB (Itália) +1,76%. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta.
Setores em destaque na B3
Entre os setores em destaque nesta segunda estão:
- Bancos: BBAS3 (+3,22%), BBDC4 (+1,26%), ITUB4 (+0,89%)
- Varejo: Lojas Renner (LREN3) +1,39%, Magazine Luiza (MGLU3) +0,97%
- Siderúrgicas: Gerdau (GGBR4) +1,50%, CSN (CSNA3) +1,05%
- Frigoríficos: Marfrig (MRFG3) +2,05%, BRF (BRFS3) +2,02%
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Por outro lado, Petrobras (PETR3 e PETR4) opera em queda: -0,88% e -0,71%, respectivamente, mesmo com expectativa de divulgação de balanço nesta semana.
Notícias políticas e econômicas também influenciam

No campo político, a semana começa com atenção às tarifas comerciais dos EUA contra o Brasil. O presidente Lula afirmou que está aberto ao diálogo com Donald Trump, enquanto o ministro Fernando Haddad deve conversar com o Tesouro americano sobre o tema.
Ainda no noticiário, a PGR identificou indícios contra o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em um contrato de compra de respiradores na Bahia. Já o ministro Alexandre de Moraes ordenou o uso de tornozeleira eletrônica ao senador Marcos do Val.
Preços de commodities: Petróleo cai, minério de ferro avança
Os contratos futuros do petróleo recuam nesta segunda: WTI -1,60% (US$ 66,25) e Brent -1,45% (US$ 68,65), com a OPEP+ ampliando a produção. Em contrapartida, o minério de ferro sobe 0,76%, cotado a 790,50 iuanes em Dalian (China).
Com informações de: InfoMoney
