Mesmo em meio a um cenário de incertezas geopolíticas, o mercado financeiro americano iniciou a semana em alta. Os índices futuros de Nova York avançaram nesta segunda-feira (21), impulsionados pelo otimismo em torno da nova temporada de balanços corporativos. Investidores, por ora, escolheram ignorar os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e Europa, preferindo concentrar suas atenções nos resultados das gigantes da tecnologia, que começam a ser divulgados nos próximos dias.
Mercado de NY sobe apesar da guerra comercial; investidores aguardam balanços
Bolsas americanas sobem mesmo com tensão comercial; investidores aguardam balanços de gigantes de tecnologia.
Em contraste, as bolsas europeias recuam com cautela, à medida que a escalada das tensões comerciais ameaça a economia do bloco. Já o mercado brasileiro busca recuperação, apesar da recente crise diplomática com Washington. No radar dos investidores, além dos balanços, estão decisões de política monetária e declarações de autoridades econômicas.
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Wall Street confia nos lucros das “7 Magníficas”

O destaque desta semana para o mercado americano é o início da temporada de resultados das chamadas “7 Magníficas” — um grupo formado por Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Meta, Nvidia e Tesla. As ações dessas empresas têm sustentado parte significativa do rally de Wall Street desde a pandemia, e qualquer surpresa negativa nos números pode abalar a confiança dos investidores.
Nesta quarta-feira (23), Alphabet e Tesla dão a largada entre as big techs. A expectativa para o Google é positiva, com previsão de crescimento em publicidade e serviços em nuvem. Já para a Tesla, o humor é menos favorável: a montadora vem enfrentando queda nas vendas globais, sobretudo na Europa, em meio à concorrência acirrada de veículos elétricos chineses e à perda de reputação associada às polêmicas de Elon Musk.
Com as ações já em patamares históricos, analistas alertam para o risco de frustração. “O mercado precifica perfeição. Qualquer deslize pode desencadear correções”, comentou um gestor ouvido por agências internacionais.
Europa recua de olho na guerra comercial e juros
Enquanto os investidores americanos optam pelo otimismo, as bolsas europeias abriram em queda. A cautela é alimentada pela incerteza em torno das negociações comerciais entre o bloco e os EUA. O prazo para um possível acordo se encerra em 1º de agosto, e Bruxelas já sinalizou que retaliará caso não haja avanços concretos.
Outro ponto de atenção é a reunião do Banco Central Europeu (BCE), marcada para quinta-feira (24). O mercado aposta que a autoridade monetária manterá as taxas de juros nos níveis atuais, diante do cenário instável e da necessidade de avaliar os impactos da crise comercial sobre a atividade econômica.
Brasil tenta recuperar terreno

Após uma semana marcada por ataques verbais do ex-presidente americano Donald Trump ao Brasil, que pressionaram o real e a bolsa, o mercado brasileiro busca fôlego. O EWZ, fundo negociado em Nova York que espelha as ações brasileiras, sobe nesta manhã, ainda que a correlação com o Ibovespa tenha perdido força nos últimos dias.
Em Brasília, o recesso parlamentar e a falta de grandes indicadores deixam o noticiário mais esvaziado. O destaque do dia é a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à rádio CBN. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de um encontro de líderes progressistas em Santiago, no Chile, promovido pelo presidente Gabriel Boric.
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A agenda do dia
Além do desempenho das bolsas, investidores acompanham uma agenda relativamente modesta nesta segunda. Entre os principais eventos estão:
- Antes da abertura: divulgação do balanço da Verizon.
- 8h25: Banco Central publica o Boletim Focus, com as projeções do mercado para inflação, PIB, câmbio e juros.
- 8h30: Fernando Haddad concede entrevista ao vivo à rádio CBN.
- 10h30: Lula participa do encontro internacional no Chile.
Esses eventos podem dar algum tom ao pregão, mas a expectativa é de que os grandes movimentos fiquem para a divulgação dos balanços nos próximos dias.
Com informações de: VEJA
